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  Título
A tessitura dialógica em Eu me lembro de Edgard Navarro
Autor
Marinyze das Graças Prates de Oliveira
Resumo Expandido
A contemporaneidade configura-se como um momento em que as hibridizações, entrelaçamentos e empréstimos — de linguagens, técnicas, procedimentos, imagens — transformou a tradição em um rico depósito de materiais, passível de ser livremente apropriado e ressignificado, pondo sob suspeita o valor da autoria. Isto acontece de maneira particularmente fértil na área da produção audiovisual, na qual as novas tecnologias facultam possibilidades praticamente infinitas de intercâmbio com outros territórios expressionais. Com base nesses aspectos, proponho-me a analisar o filme Eu me lembro (2005), de Edgard Navarro, em que se tece uma rede intra e intertextual, por meio da qual muitas vozes são trazidas à cena, formando uma espécie de colcha de retalhos. Na construção da malha fílmica, o diretor não apenas dialoga com outras produções anteriores de sua autoria, como recorre a pensadores como Nietzsche, Freud, Oswald de Andrade, etc., o que confere grande densidade ao filme, e mantém um estreito diálogo com Federico Fellini, ao recuperar não apenas suas memórias, mas o espírito de um momento histórico caro à sua geração.
Bibliografia

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