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  Título
Bertolucci, crítico cinematográfico
Autor
Mariarosaria Fabris
Resumo Expandido
Pai de Bernardo e Giuseppe, ambos cineastas, Attilio Bertolucci, além de seu ofício de poeta, exerceu outras atividades ligadas à cultura, como a de crítico de arte e cinematográfico. Quando, na década de 1930, na Universidade de Bolonha, passará a apreciar obras de arte graças a Roberto Longhi (o mesmo mítico mestre de Pier Paolo Pasolini, alguns anos mais tarde), Bertolucci já estava apaixonado pelo cinema, tendo se extasiado diante de “Aurora”, de F. W. Murnau, e se tornado um leitor assíduo de artigos dedicados à décima musa na revista parisiense “Les nouvelles littéraires”. Nascido no campo ao redor de Parma e, depois, confinado num colégio interno daquela cidade, o jovem Attilio havia descoberto a sétima arte aos quinze anos de idade, graças a seu colega Pietro Bianchi, o qual, posteriormente, se tornará crítico cinematográfico. Serão os dois amigos a iniciar em cinema o arredio Cesare Zavattini, que sairá fulgurado da sala de espetáculos, após assistir a “A corrida do ouro”, de Charles Chaplin. Em 1937, Bertolucci e Bianchi deram vida aos cineclubes de Parma e de Imola, respectivamente. Tratava-se na verdade de dois “cineguf”, ou seja, associações culturais fascistas voltadas para o cinema, nos quais, com a cumplicidade de Umberto Barbaro, foram exibidos filmes raros e até alguns proibidos pelo regime.

O objetivo deste trabalho é o de traçar um perfil de Attilio Bertolucci enquanto apreciador e crítico de cinema, inserindo-o nos debates que agitaram a cena cultural italiana (principalmente nas décadas de 1930 a 1950), a partir de sua formação e de seus artigos e resenhas para periódicos.





Bibliografia

BERTOLUCCI, Attilio. “Opere”. Milano: Mondadori, 2001; ________. “Riflessi da un paradiso: scritti sul cinema”. Bergamo: Moretti&Vitali, 2009; BIANCHI, Pietro. “L’occhio di vetro: il cinema degli anni 1940-1943”. Milano: Edizioni Il Formichiere, 1978; BRUNETTA,Gian Piero. “Cinema italiano tra le due guerre: fascismo e politica cinematografica”. Milano: Mursia, 1975; ________. “Storia del cinema italiano dal 1945 agli anni ottanta”. Roma: Editori Riuniti, 1982; ________. “Storia del cinema italiano 1895-1945”. Roma: Editori Riuniti, 1979; MASCARELLO, Fernando (org.). “História do cinema mundial”. Campinas: Papirus, 2006; PASOLINI, Pier Paolo. “Empirismo eretico”. Milano: Garzanti, 1972; VENÈ, Gian Franco. “Mille lire al mese: vita quotidiana della famiglia nell’Italia fascista”. Milano: Mondadori, 1990.