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  Título
Premiação como diretriz de política cultural
Autor
Alessandra Meleiro
Resumo Expandido
O conceito de premiação é aqui usado em seu significado mais amplo, ou seja, visto não apenas como uma concessão de recompensas variadas, mas também como exercício institucionalizado e comparativo de juízo estético e cultural. Assim definidas, as premiações são um caso específico de instâncias de consagração.

Partimos do princípio de que as políticas culturais devem levar em conta as demandas e necessidades culturais da sociedade contemporânea e que, para isso, é fundamental contar com informações que possam contribuir para diagnosticar situações, desenhar políticas e planejar ações.

As premiações são um caminho a ser aproveitado para implantar diretrizes de política pública com eficácia sobre a realidade, sendo um elo chave da cadeia de produção e circulação simbólica sobre o qual se pode construir uma frente de defesa da produção intelectual sobre cinema e audiovisual.

Afora o custeio direto pelo Estado, sempre indispensável, também lhe cabe propor e defender medidas de regulação, para que pesquisadores e intelectuais possam ter com o mercado um intercâmbio minimamente favorável à diversidade cultural.

Como dar, pela via da política cultural, um passo adiante nesse cenário? No recorte aqui proposto, analisaremos programas e projetos que podem caber nas atribuições legais e nas possibilidades orçamentárias dos ministérios e secretarias de cultura. A partir do estudo do“Prêmio SAV para Publicação de Pesquisas em Cinema e Audiovisual” - lançado em 2009 pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura - e de suas Modalidades, pretende-se diagnosticar como as premiações constituem um importante elo da vida cultural e como tal precisam ser encaradas pelo governo, com o desenho de políticas específicas.

Enfim, trata-se de uma tentativa de se pensar uma área de ação governamental que, ao menos no Brasil, até agora poucos momentos teve de ser pensada em termos estratégicos e de longo prazo.

Bibliografia

Harvey, David. A condição pós-moderna. São Paulo, Loyola, 5ª. Edição, 1992.

Bourdie, Pierre. “O mercado de bens simbólicos”. In Bourdie, P. A economia das trocas simbólicas. São Paulo, Perspectiva, 1973, Miceli, Sérgio (org.).



Pérez de Cuéllar, Javier (org.) Nossa diversidade criadora. Relatório da Comissão Mundial de Cultura e Desenvolvimento. Brasília, Unesco, Papirus, 1997.



Barnet, R. e Cavanagh, J. Global dreams: imperial corporations and the new world order. New York, Simon and Schuster, 1994, cap. 5.



Durand, José Carlos Garcia. “Premiações como Instrumento de Política Cultural: uma proposta para América Latina”. Fórum Internacional de Integração Cultural Arte sem Fronteiras, Associação Internacional Arte Sem Fronteiras, São Paulo, 1998