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  Título
Arquivo X – Um estudo da linguagem audiovisual na Televisão
Autor
Luís Eduardo Rodrigues Geraldo
Resumo Expandido
As maneiras de contar histórias ficcionais nas séries e seriados televisivos têm demonstrado mudanças com o passar dos anos. Algumas mudanças surgiram de forma mais sutil e outras vezes de forma mais evidente, mas em todos os casos parece ter havido uma clara evolução no uso da linguagem audiovisual. A forma de explorar os planos, a luz, os ângulos, os uso das trilhas sonoras, as maneiras novas de decupagem e de montagem, todos estes fatores sugerem revisões periódicas na forma de usar a linguagem audiovisual na história da televisão.



Para poder facilitar a investigação desta hipótese, foi escolhida a série Arquivo X para selecionar um momento da história das séries e seriados televisivos. A razão da escolha desta produção é por ela incorporar muitos elementos tradicionalmente cinematográficos; por ter sido um caso de grande continuidade na televisão (nove temporadas, fornecendo vasto material de estudo); e por também ter a característica de representar vários gêneros simultaneamente (ficção científica, terror, realismo fantástico etc.) sem com isso perder sua unidade criativa.



Estas características favorecem o uso da metodologia escolhida para o desenvolvimento deste artigo, no caso a metodologia de análise comparativa. A idéia básica é comparar momentos da série com momentos semelhantes de produções televisivas mais antigas, enfocando o uso da linguagem nas cenas selecionadas. Destacando nesta análise, diferenças, semelhanças, releituras e uma possivel evolução.



Para garantir um estudo coerente, as séries antigas necessitarão ter um mínimo de afinidade com as propostas de Arquivo X. Afinidades representadas por séries que explorem os mesmos gêneros presentes em Arquivo X, e se possível que tenham roteiros semelhantes. Exemplos de séries que serviriam a este propósito: “Os Invasores” (1967), “Além da Imaginação” (1959), Kolchak: The Night Stalker (1974).





Como este assunto tem disponível um material muito vasto para um único artigo, o corpus do trabalho será reduzido para a análise de três ou quatro cenas de Arquivo X que serão confrontadas com a linguagem usada em três ou quatro cenas presentes em series mais antigas



Para embasamento teórico se buscará referencias em pesquisadores tanto da área de cinema quanto da televisão com especial atenção aos conceitos da linguagem audiovisual. Casos de pesquisadores como Ismail Xavier, Arlindo Machado, Carlos Gerbase, Robert Mckee, Catherine Kellison e Jean Claude Bernadet

Bibliografia

GERBASE, Carlos. Livro “Impactos das Tecnologias digitais na narrativa cinematográfica”. Editora EDIPUCRS, 2003.



MACHADO, Arlindo. “A televisão levada a sério”. Editora SENAC,

2000.



MCKEE, Robert. "Story". Arte & Letra Editora, 2006.



KELLSION, Cathrine. “Produção e Direção para TV e Vídeo”, Editora Campus 2007.



XAVIER, Ismail (org) . Experiência do cinema. Editora GRAAL Ltda. 1983



MARTIN, Marcel. A LINGUAGEM CINEMATOGRAFICA. Editora DinaLivro. 2005.



BERNARDET, Jean Claude. O Que é Cinema. Editora Wolfgang Knapp, 1983.