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  Título
Cinema brasileiro nos anos 2000. Sobre os filmes menos vistos
Autor
João Guilherme Barone Reis e Silva
Resumo Expandido
Durante os levantamentos do projeto de pesquisa Comunicação, tecnologia e mercado. Assimetrias, desempenho e crises do cinema brasileiro contemporâneo, surgiram evidências importantes de transformações verificadas no ambiente da circulação do filme nacional, no mercado tradicional de salas de exibição.

Esta comunicação vai trazer algumas reflexões sobre os paradigmas de êxito e fracasso, cristalizados ao longa da década. Durante o período 2000-2009, foram lançados 519 filmes de longa metragem nacionais. Nos levantamentos da ANCINE, fornecedores da base de dados da pesquisa, observa-se que deste total, 353 filmes, mais de 60% do total, registraram público no circuito de salas, abaixo de 50 mil espectadores. No extremo oposto das categorias de desempenho de público adotadas, há um pequeno grupo de 30 filmes que alcançaram público superior a um milhão de espectadores. Parece oportuno trazer alguns dados sobre esses filmes aparentemente rejeitados pelo público no circuito exibidor. Quais são esses filmes? Quais as evidências de obstáculos no percurso para encontrar o público? Como esses filmes podem ser agrupados por gênero, temática e resultados estéticos? São algumas das questões incorporadas na pesquisa, com o objetivo de analisar o desempenho do cinema brasileiro contemporâneo.O documentário Estamira (2006) de Marcos Prado, por exemplo, registrou 40.992 espectadores. O fim e o princípio (2005), de Eduardo Coutinho, fez público de 9.674 espectadores. Na ficção, O signo do caos (2005), de Rogério Sganzerla, teve 1.255 espectadores. O que existe por trás do desempenho desses filmes e quais seriam os fatores deteminantes a uma espécie de condenação ao fracasso da maioria dos filmes nacionais? A proposta teórica é de uma abordagem desses fatoes considerando em especial a interseção de aspectos tecnológicos, institucionais e de mercado.
Bibliografia

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BUTCHER, Pedro. Cinema brasileiro hoje. São Paulo: Publifolha, 2005.

CANCLINI, Néstor García (org.). Culturas da Ibero-América. Diagnósticos para seu desenvolvimento. São Paulo: Moderna, 2003.

LIPOVETSKY, Giles e SERROY, Jean. A tela global: mídias culturais e cinema na era da hipermoderna. Porto Alegre: Sulina, 2009.

LUCA, Luiz Gonzaga Assis de. A hora do cinema digital: a democratização e a globalização do audiovisual. São Paulo: Imprensa Oficial – Cultura-Fundação Padre Anchieta, 2009.