/ / / / / / / / / / / / / /      Anais Digitais      / / / / / / / / / / / / / /

  Voltar para a lista
 
  Título
Migrações de imagens do “real”
Autor
José Filipe Costa
Resumo Expandido
A nossa hipótese de trabalho é de que, neste caso, a migração fundamental que deve ser enfatizada não é a dos assaltantes nem do ato em si, a contrapelo dos discursos mediáticos, mas a das formas de construir imagens sob a vertigem do direto que amplia, espectaculariza e ficcionaliza a violência. Colocando em causa a evidência daquilo que estas imagens televisivas parecem ser - meras transmissões de um evento real- discutiremos o quanto será mais pertinente entendê-las como ficções que seguem padrões cinematográficos reconhecíveis. O que circula entre Portugal e o Brasil são assim certas imagens de violência organizadas segundo noções em que se misturam tipos ficcionais e esteriótipos.

Importa então perguntar até que ponto é que nesta forma de construir as imagens de um assalto reverberam imagens dos próprios diretos da televisão brasileira? De que modo é possível ver um jogo de espelhos entre esses diretos e o imaginário projetado por certos cinemas? Até que ponto estas imagens são internalizadas e se colam ao corpo dos que as vêem?
Bibliografia

RANCIÉRE, Jacques

(2010) - Estética e Política - A Partilha do Sensível, Lisboa, Dafne



SANCHES, Manuela Ribeiro (Org.)

(2006) «Portugal não é um país pequeno».Contar o 'Império' na Pós-colonialidade, Lisboa: Livros Cotovia



ZIZEK, Slajov

(2006) Bem Vindo ao Deserto do Real, Relógio d' Água

(2008) Lacrimae Rerum, Lisboa, Orfeu Negro