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  Título
Política e estética na obra de Nelson Pereira dos Santos
Autor
AIDA MARIA BASTOS NEPOMUCENO MARQUES
Resumo Expandido
Em 1956, Nelson Pereira dos Santos lançou seu primeiro filme “Rio 40º graus”, o qual provocou uma revolução não só no modo de produzir filmes no Brasil, como também no resultado estético-narrativo, que inauguraria uma nova era, então moderna, no cinema nacional. A partir daí, seu trabalho esteve sempre pautado pelo binômio estética-política, como resultado de sua reflexão acerca das condições políticas, sociais e econômicas dos momentos em que realizava cada filme. Desde um primeiro momento, de “Rio 40º graus” a “Vidas secas” (1956-63), em que a denúncia das mazelas do subdesenvolvimento adquire grande importância, até “Memórias do cárcere” (1984), em que um cineasta já com pleno domínio de seu métier retoma as bases de sua carreira, passando pelo tratamento do oprimido numa chave que valorizava o ponto de vista desse mesmo oprimido, como em “Amuleto de Ogum” e “Tenda dos milagres” (1975-77), essa imbricação de projeto estético e postura política é a principal constante de sua filmografia. Como corolário dessa conexão, nosso autor se preocupou em intervir diretamente, também, nos debates acerca da estruturação da indústria cinematográfica no país, como, por exemplo, na discussão em torno do projeto da EMBRAFILME.
Bibliografia

EAGLETON, Terry. Ideologia. São Paulo: Boitempo, 1991.

SALEM, Helena. Nelson Pereira dos Santos: o sonho possível do cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.

VIANY, Alex. O processo do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Aeroplano, 1999.

VIANY, Alex. Introdução ao cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Embrafilme/Alhambra, 1987.