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  Título
A construção coletiva de cinema na produção nacional contemporânea
Autor
Frederico Benevides Parente
Resumo Expandido
Hoje podemos perceber a existência de várias movimentações coletivas de artistas ao redor do mundo. Com propostas e maneiras de operar distintas, a proliferação desses grupos desde a década de 90 tem sido uma marca da contemporaneidade. Sabemos, porém, que não se trata de uma novidade, como o atesta o grupo Fluxus, por exemplo, surgido nos anos 60. Olhando para nossa realidade e para novos realizadores que vem fazendo seus primeiros longa-metragens, escolhemos investigar a Alumbramento, a Teia e a Símio, dentre muitos outros que existem e desenvolvem trabalhos instigantes. Esses três coletivos nos chamam a atenção pela pluralidade de seus trabalhos, que vem obtendo reconhecimento nacional e internacional e pela posição crítica diante da realização cinematográfica. Além dos temas escolhidos, os modos de produção, distribuição e exibição dos filmes são objetos de constante reflexão, compartilhada por seus integrantes. Os grupos promovem outras ações, como mostras, cineclubes, encontros, todos com ênfase no debate sobre a imagem na sociedade contemporânea, nos processos de realização, na linguagem cinematográfica. Baseados em diferentes estados do país, os grupos tem estabelecido trocas e cooperação em suas realizações. Embora cada um possua suas singularidades, compostas da junção das trajetórias individuais, vemos em alguns filmes recentes o intercâmbio entre os coletivos. Levando em consideração a produção recente desses três coletivos, queremos destacar três filmes e usá-los como aproximação a esses grupos, para pensar de forma crítica o processo de subjetivação na experiência estética, em sua narrativa, na escritura fílmica, nas abordagens e nos fluxos de imagens e sons. Os filmes são
Bibliografia

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