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  Título
Tendências do Cinema Contemporâneo - The Dark Knight e Transmídia
Autor
Náyady Karyze Oliveira Nunes da Silva
Resumo Expandido
O presente projeto de pesquisa pretende investigar o fenômeno de transformação do conceito da narrativa fílmica contemporânea baseado no aspecto da narrativa transmídia, já que cada vez mais os produtores de cinema desenvolvem narrativas transmídias para alcançar o espectador em busca de experiências mais satisfatórias, e ao mesmo tempo agradar os fãs casuais. Para o cumprimento de tal objetivo, o método de trabalho se pauta no estudo de caso da franquia Batman, em especial os produtos de The Dark Knight (2008), disponibilizados nas diversas redes sociais e plataformas de entretenimento. A mudança econômica do processo de produção e distribuição midiática, hoje, realizada tanto pela indústria quanto por um mercado informal (mídias digitais colaborativas) também será abordada. O cenário fragmentado das mídias digitais permite a construção de estruturas narrativas também fragmentárias, que agora contam e pedem a maior participação dos espectadores em relação ao conteúdo, através da junção de idéias e construção do sentido. Dessa forma, o conceito tradicional de narrativa fílmica tem sofrido uma tensão provocada pelos efeitos combinados da tecnologia com a narrativa, deixando para trás as velhas noções de cronologia e a forma de fazer histórias, tal como é costume nas formas de produção do cinema tradicional. O tempo, o espaço e a relação com o conteúdo da narrativa são reconfigurados pela complexa rede de transformações, conseqüente das novas potencialidades. O papel do espectador também se transforma de somente leitor das imagens e consumidor, para produtor de significações. A respeito das novas tendências contemporâneas, pode-se dizer que com a convergência dos meios de comunicação que encontramos hoje, nossas experiências ou viagens de entretenimento podem ser muito envolventes. É possível assistir a um filme no cinema, chegar em casa e procurar na internet arenas para discutir o que acabamos de ver na tela do cinema. Nessa crescente onda de informações, diferentes modos de comunicação são também cada vez mais utilizados de forma paralela, criando uma maneira mais efetiva de captura da atenção do espectador em um curto espaço de tempo. A possibilidade de expandir a experiência de entretenimento para diversos meios – do cinema, passando pela internet e chegando ao celular, por exemplo – propicia aos indivíduos deixarem de serem meros telespectadores, internautas ou leitores para se transformarem no que Janet Murray (2001) chama de interator: aquele que vai muito além do contexto de uma obra enquanto co-autor, pois não só a re-significa quando a consome, mas interage com a mesma sendo que em alguns casos consegue até mesmo alterar seu conteúdo. A história ganha múltiplos significados com a representação desse universo híbrido e graças à integração horizontal dos diversos conglomerados de mídia, o espectador ganha a chance de mergulhar em diversas possibilidades no elaborado jogo de referências cinematográficas e alusões a outros produtos já conhecidos, pois os textos são planejadamente abertos às múltiplas leituras, ou seja, é permitido aos leitores diversas estratégias interpretativas e o apelo potencial da audiência é alargado.
Bibliografia

ANDERSON, Chris. Cauda Longa: do mercado de massa para o mercado de nicho. ESTADO: Ed. Campus, 2006. ECO, Umberto. A Inovação no seriado. In: Sobre os Espelhos e Outros Ensaios. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. _____. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo: Perspectiva,1971. MANOVICH, Lev. Remixability, 2005. Disponível em: . Acesso em: 13 jun. 2009. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Editora Paulus, 2003. SMITH, M. (1998).