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  Título
Convergência e a TV social - a narrativa expandida e a sala virtual
Autor
Alexandre Schirmer Kieling
Resumo Expandido
O movimento de convergência entre mídias e suportes digitais mostra-se um caminho irreversível. Cada vez mais os grandes conglomerados de comunicação planejam suas estratégias transmidiáticas (JENKINS, 2008) e promovem um discurso autorreferente entre todo o seu leque de meios de distribuição de conteúdos (TV, rede mundial, cabo, satélite, rádio, telefonia). Esses são embalados em codecs (códigos de processamento se imagens, sons e dados) digitais destinados a todos os tipos de dispositivos receptores que possibilitam a hiper-narrativa (SCOLARI, 2009).

Diversos autores (Eco, Verón, Scolari) já destacaram que vivemos o momento de uma pós-televisão caracterizada pelo domínio dos meios de produção pelo espectador, pela abundância de personalização da oferta. Do ponto de vista da gestão dos conteúdos, uma revolução, um rompimento com as formas tradicionais de transmissão, produção e recepção de conteúdos televisivos.

A chegada da televisão digital no Brasil, na primeira década do século XXI, pode ser considerada um momento de experimentação de novas linguagens e formatos audiovisuais digitais que ganham dimensão econômica e social de relevância nos países em desenvolvimento. Experiências que envolvem não apenas a expansão de um conteúdo televisivo para outras telas, mas que mobilizam as audiências em processos mais dinâmicos.

Atualmente a exibição de projetos de narrativas documentais ou jornalísticas transmidiáticas encontra de parte da audiência uma nova forma de consumo agora em rede. O telespectador compartilha por meio das redes sociais a experiência que assiste na TV e ao mesmo tempo contribuiu com conteúdos adicionais aos textos audiovisuais que vê. Uma espécie de sala virtual que mobiliza dezenas, às vezes centenas, de amigos virtuais. A chamada TV Social vem produzindo uma expansão ainda maior ao planejamento original das produções transmidiáticas. Descrever, compreender e analisar esse fenômeno constituiu-se num desafio contemporâneo.
Bibliografia

ECO, Umberto. La estrategia de la ilusión. TV: la transparencia perdida. 1983. Disponível em: http://ddooss.org/articulos/textos/Umberto_Eco.htm. Acesso em Fevereiro/2012.

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2008.

JIMÉNEZ, Jesús Garcia. Narrativa audiovisual. Madrid: Cátedra, 1996.

SCOLARI, Carlos Alberto. Ecologia de la Televisión. Complejidad narrativa, simulación y transmedialidad en la televisión contemporânea. In: SQUIRRA, Sebastião; FECHINE, Yvana (Orgs.). Televisão digital: desafios para a comunicação. Porto Alegre: Sulina, 2009, p. 174-201.