/ / / / / / / / / / / / / /      Anais Digitais      / / / / / / / / / / / / / /

  Voltar para a lista
 
  Título
A inserção de canções nos filmes da Companhia Atlântida Cinematográfica
Autor
Sandra C. N. Ciocci
Resumo Expandido
A Companhia Atlântida Cinematográfica foi uma empresa, brasileira, de produção de filmes longa metragem, cinejornal e documentários. Ela foi fundada, na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1942 e manteve-se em atividade até o ano de 1962, quando deixou a produção de filmes e passou a finalizar e distribuir filmes de outras empresas.

A produção de filmes longa metragem, da Atlântida, foi uma das maiores entre as empresas cinematográficas brasileiras. Ao todo foram produzidos e exibidos 66 filmes de longa metragem. O formato do produto desta companhia foi determinado pela tecnologia, ou falta desta, dentro da empresa. Da mesma maneira ocorreu com a trilha musical. Pela ausência de um equipamento que permitisse a edição de som, os três elementos que compõem a trilha sonora – música, diálogos e ruídos – nunca estavam juntos, isto é, quando havia diálogo não havia música e ruídos de sala eram praticamente inexistentes.

Por causa desta separação entre diálogos e música, foi preciso buscar alternativas para inserir a trilha musical nas produções. Uma das alternativas encontradas, nas produções da Atlântida, foi a inserção de canções em números musicais. Esses quadros eram, comumente, ambientados em locais onde a música era prática comum, como em bailes, rádios, cassinos e shows. As personagens eram levadas para lugares onde poderia existir música a fim de justificar a presença dos músicos e cantores.

Esses números musicais eram estruturados de maneira que a escolha da canção participava da condução dramático/narrativa. Em alguns momentos fazendo a condução ou em outros a auxiliando. Em determinados momentos a opção por determinada canção interrompia a condução dramático/narrativa, mas essa era a poética do filme musical da Atlântida.

Este trabalho, que é parte de uma tese de doutorado, pretende apontar a maneira como as canções foram utilizadas por cada diretor da empresa e as mudanças ocorridas com a chegada de tecnologia à empresa. Descreveremos também, a busca por uma aproximação com o principal concorrente do produto da Atlântida, o cinema de Hollywood.



Bibliografia

BARRO, Máximo. José Carlos Burle: drama na chanchada. São Paulo: Imprensa oficial, 2007.



CALABRE, Lia. A era do rádio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.



CARRASCO, Claudiney Rodrigues. Trilha musical: música e articulação fílmica. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes - ECA, USP, 1993. (Dissertação de Mestrado).



HUPFER, Maria Luisa Rinaldi. As rainhas do rádio. Rio de Janeiro - RJ: Editora SENAC, 2009.



SCALA, Flaminio. A loucura de Isabella e outras comédias da Commedia Dell’Arte. São Paulo: Editora Iluminuras LTDA, 2003.



VENEZIANO, Neyde. O teatro de revista no Brasil. Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, 1991.



____________. Não adianta chorar: teatro de revista brasileiro...Oba!. Campinas – SP: Editoras da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, 1996.



_____________. De pernas para o ar: teatro de revista em São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.