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  Título
Co-produções Brasil-Portugal: reflexões preliminares
Autor
Jorge Luiz Cruz
Resumo Expandido
Sabemos que o acordo de co-produção Brasil-Portugal para o cinema foi assinado em 3 de fevereiro de 1981, e publicado em Portugal em abril de 1981 e no Brasil em 14 de junho de 1985, e após alguns anos foram realizados os primeiros filmes sob este acordo. Com o passar dos anos, Portugal vem se tornando o maior parceiro cinematográfico internacional do Brasil. No período de 1995 a 2009, a Ancine tem registradas setenta e nove co-produções; destes 35 são com Portugal, e outras cinco tem Portugal envolvido, são três com Portugal e Argentina (duas em 2004 e uma em 2008), uma com Portugal e México, e uma com Portugal, França e Alemanha. No período em tela, o ano de 2008 merece destaque, pois foi o ano que o Brasil esteve envolvido em quinze co-produções internacionais: foram cinco com Portugal, uma com Portugal e Argentina, e mais nove com outros nove países.Posteriormente ao período tratado e até outubro de 2010, vinte e sete co-produções internacionais estavam em andamento no Brasil, treze já em finalização, quatro em filmagem, uma em preparação e outras nove em captação. Os números em escala ascendente servem para mostrar que estas co-produções vêm se tornando uma boa opção para o mercado de produções audiovisuais no Brasil. Por fim, cabe esclarecer que com a edição do Decreto 4.456, de 4 de novembro de 2002, o Governo “transferiu à Ancine a competência pela gestão dos projetos audiovisuais apoiados por recursos federais”. Mas mesmo antes, no entanto, a agência já vinha acompanhando a produção audiovisual brasileira, inclusive as co-produções internacionais. A partir dos relatórios da Ancine, então, pretendemos iniciar uma reflexão sobre a evolução das co-produções entre Brasil e Portugal no panorama mais amplo das co-produções internacionais brasileiras, com destaque para o período entre 2003 e 2009, quando a Ancine coordena as co-produções internacionais que recebem recursos federais.
Bibliografia

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MONTEIRO, Paulo Filipe. Uma margem no centro: a arte e o poder do novo cinema. In: TORGAL, Luis Reis (coord.). O cinema sob o olhar de Salazar. Lisboa: Círculo de Leitores, 2000, pp.306-338.

SALES, Michelle. Belonging and displacement: saídas transnacionais e plurilinguísticas para o cinema lusófono. In: Anais do XV Encontro SOCINE, Rio de Janeiro: SOCINE, 2011.