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  Título
RioFilme e o mercado cinematográfico (1992-2012)
Autor
André Piero Gatti
Resumo Expandido
O fim da Embrafilme representou realmente um encerramento de mais um ciclo da história do cinema brasileiro? A retirada do estado do mercado audiovisual, teria na RioFilme, agora no âmbito do municipal, um esboço da qualidade da ação que o Estado passaria a ter com o setor? Enfim, a presença de um organismo como a distribuidora carioca representaria uma situação que remete ao passado, num primeiro momento da sua história propriamente dita? Isto, porque depois de 20 anos de atividade, a presença da distribuidora no ambiente audiovisual se confunde com a própria trajetória do cinema brasileiro recente, a exemplo do que aconteceu com a antiga distribuidora estatal. Esta presente pesquisa parte destas indagações.

O início da década de 90, sem sombra de dúvidas foi um momento traumático da história do Brasil e do seu cinema. Por sua vez, o encerramento das atividades dos organismos estatais ligados ao setor representava uma nova etapa na constituição de um projeto de industrialização nacional. Projeto ainda se encontra em curso, entretanto, o mesmo se torna palpável através de várias ações e conquistas do setor. Onde ações estatais retornaram ao cenário, ainda que com outro olhar, conjugadas com ações do próprio segmento reivindicativo do audiovisual. O quadro hoje contempla um tripé composto pelos seguintes elementos: ação estatal, legislação setorial e organização institucional da corporação audiovisual independente brasileira.

Destaca-se neste processo, o surgimento da distribuidora RioFilme e a criação da Lei Mendonça, em São Paulo, que aconteceram quase que de maneira simultânea. Estes são alguns dos sintomas desta nova etapa que se desdobrou em virtude de um cenário de grave crise política e econômica daquele momento. Na sua trajetória, a RioFilme enfrentou diferentes situações, alternou bons e maus momentos, teve problemas de crise de identidade que a tornam um objeto bastante auspicioso para o estudo daqueles que se interessam pela matéria, de um modo geral.

O presente trabalho parte de uma pesquisa feita anteriormente que contemplava os primeiros dez anos, agora neste, será feita uma atualização da trajetória da RioFilme de 2002 até os dia de hoje. Neste sentido, vamos entender o que tem caracterizado a atuação da empresa que se projeta como a empresa estatal brasileira cinematográfica de maior longevidade mercadológica.



Bibliografia

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BALLERINI, Franthiesco. Cinema brasileiro no século 21. Reflexões de cineastas, produtores, distribuidores, exibidores, artistas, técnicos, críticos e legisladores sobre os rumos da cinematografia nacional. São Paulo: Sumus 2012.



GATTI, André Piero (org.). Embrafilme e o cinema brasileiro. São Paulo: SMC-CCSP, 2008. (meio eletrônico)



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MELEIRO, Alessandra (org.). A indústria cinematográfica brasileira. Vols. I, II e III. São Paulo: Escrituras, 2010.

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RAMOS, Fernão (org.). História do cinema brasileiro. São Paulo: Art Editora, 1987.



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Revista Observatório Itaú Cultural / OIC- n. 10 (set/dez. 2010). - S