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  Título
O documentário como técnica de si e prática de uma ética da finitude
Autor
Andrea Molfetta
Resumo Expandido
Desde finais dos anos 80, tem surgido em todo o Conesul diversas experiências do documentário relacionadas com a primeira pessoa da narração. Aos poucos, o trabalho da teoria fílmica foi recortando este fato estético e descreve ele enquanto documentário performativo. No meu trabalho, almejo responder as seguintes perguntas: O que faz este documentarista quando filma deste modo? Que clase de práticas desenvolve? De que modo ele e o cinema se relacionam com a historia contemporanea? O cinema documentário propõe novas formas da historiografia? Podemos pensar esta prática enquanto “técnica de si”? Que elementos do fato cinematográfico surgem como suas principais características estilísticas, econômicas e políticas? Qué nos diz esta experiência respeito ao dispositivo cinematográfico e sua potencia libertária? Qué nos diz esta experiência do cinema enquanto instituição social, a partir da análise dos saberes que circulam nestes filmes? Quais suas contradições e desafios centrais, hoje? Em síntese, o meu trabalho faz um exercício de cine-filosofia a partir de uma questão que é, de cheio, uma pergunta antropológica sobre o documentário argentino contemporâneo. Especialmente, analisarei dois casos nos quais o cinema aparece dentro do cinema, e dois documentaristas filmam o fazer de outros dois cineastas: Maikinof (Guarini, 2005), e Hachazos (Di Tella, 2011) como forma de observar cómo os atuais produtores se relacionam com a historia política e com a historia do cinema.
Bibliografia

Comolli, Jean-Louis (2004),Voir e Pouvoir: L’innocence perdue: cinéma, télevision, fiction, documentaire, Paris, Éditions Verdier.

Ranciére, J. A partilha do sensivel. RJ: Editora 34, 2004.

Gadamer, Hans-George (1995), El giro hermenéutico, Madrid, Cátedra.

__________________ (1998), O problema da Consciência Histórica, São Paulo, Editora Fundação Getúlio Vargas.

Foucault, Michel (2004), Etica, sexualidade, política, Org, Manuel Barros da Motta, Río de Janeiro, Forense Universitária.

Maniglier, P. et Zabunyan, D., Foucault va au cinéma, Paris: Bayard, 2004.