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  Título
Ponto final na Jornada de Cinema da Bahia?
Autor
Marise Berta de Souza
Resumo Expandido
A Jornada, criada em 1972, inicialmente baiana, em seguida abarcou o Nordeste e o Brasil, e com o passar dos anos assumiu uma feição internacional, estendendo o seu alcance para filmes latino-americanos e africanos. O evento, organizou-se, e assim permaneceu durante as quatro décadas de funcionamento, fincado em dois pilares: o concurso competitivo de filmes e a programação paralela (encontros, debates, seminários e mesas redondas). O seu crescimento seguiu o fluxo normal de expansão prenunciado pelos ideais contidos no lema “Por um mundo mais humano”, expressando o viés político-reflexivo emblemático que perpassa e sublinha o perfil da Jornada desde o seu momento inaugural, até o momento de sua agonia. Nesse percurso, o cinema é visto como um potente instrumento de divulgação, conhecimento e análise de assuntos e temas com os quais se debatem os povos e os cineastas de países em variados graus de desenvolvimento.

A Jornada Internacional de Cinema da Bahia, anunciou o seu fim iminente, no ano passado, através de artigo intitulado Ponto Final, assinado pelo seu fundador e diretor, o cineasta Guido Araújo. O texto, divulgado na revista eletrônica Caderno de Cinema, provocou diversos pronunciamentos em defesa da continuidade da Jornada fazendo reverberar vozes significativas de produtores e intelectuais engajados na defesa do cinema brasileiro, a exemplo de Arnaldo Carrilho, Orlando Senna, Silvio Tendler, André Setaro, Maria do Rosário Caetano, entre outros.

Entendendo a Jornada como um valoroso patrimônio cultural do cinema brasileiro e mais, em reconhecimento da sua importância para a nossa cultura, essa proposta pretende apresentar dados que possam consubstanciar a defesa do seu acervo, chamando a atenção para a necessidade de preservação da sua história e memória.

Bibliografia

ALENCAR, Mirian. O Cinema em festivais e o caminho do curta-metragem no Brasil. Rio de Janeiro: Embrafilme/Artenova, 1978.

ALMEIDA, Maria de Fátima F. Jornada Internacional de Cinema da Bahia: A História. Monografia, curso de jornalismo, FACOM, UFBA, Salvador, 2006.

AMORIM, Maria de Fátima de M. Um exemplo de curadoria cinematográfica na Bahia: A programação paralela da Jornada Internacional de Cinema da Bahia. Monografia, curso de Cinema e Vídeo,Faculdade de Tecnologia e Ciências, FTC, Salvador, 2008.

MELO, Izabel Cristina Cruz. Cinema é mais do que filme: uma história do cinema baiano através das Jornadas de cinema da Bahia. Dissertação, Mestrado em História Social do Brasil, UFBA, Salvador, 2009.

SETARO, André. Das Jornadas baianas. Escritos sobre cinema: Trilogia de um tempo crítico, vol II, Cinema Baiano, Carlos Ribeiro (org.), Salvador: EDUFBA: Azougue Editorial, 2010.

TAVARES, Bráulio. O curta-metragem brasileiro e as Jornadas de Salvador. Salvador (s.n), 1978.