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  Título
O cinema industrial argentino contemporâneo e a crítica brasileira
Autor
gabriela sandes borges de almeida
Resumo Expandido
O presente artigo tem por objetivo iniciar um processo de mapeamento seguido de análise da recepção do cinema industrial argentino, produzido entre 1999 e 2009, por parte da crítica cinematográfica brasileira. A classificação dos filmes analisados na categoria de 'cinema industrial' se dará em função dos seus respectivos modos de produção no país de origem, como a associação a grandes produtoras, e da relação com o que Ângela Prysthon descreve como cinema argentino mainstream, “representado pela continuidade da obra e da produção de nomes já estabelecidos internacionalmente (...) e pela adesão ao star system local”.



Para tanto, serão identificadas e quantificadas críticas e ensaio publicados sobre longas-metragens ficcionais do país vizinho, ao longo dos anos 2000. As fontes serão 1. veículos nacionais de grande circulação (jornais Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, O Globo, Zero Hora e Estado de Minas e as revistas Veja, Isto é, Época); 2. revistas e websites especializados em cinema e/ou artes (Contracampo, Cinética e Bravo); e 3. críticos-teóricos como Jean-Claude Bernardet e Ismail Xavier.



O recorte do material criticado terá foco em obras de três “autores industriais” argentinos: Fabián Bielinsky, Juan José Campanella e Daniel Burman. O termo híbrido em questão é citado pelos críticos de cinema argentinos Horacio Bernardes, Diego Lerer e Sergio Wolf, no artido “De la industria al cine independiente: ¿hay autores industriales?”. Segundo eles, autores industriais são cineastas que “trabajando sobre estructuras narrativas más clasicas, buscan insertarse dentro de um modelo de cine industrial. La peculiaridad es que, al mismo tiempo, desarrollan uma mirada cinematográfica personal.



Após a primeira etapa de mapeamento, serão investigados aspectos comparativos nos conteúdos das críticas, com foco em critérios de valoração dos críticos, tanto técnicos quanto estéticos, de forma a identificar o grau e a abrangência da receptividade desse significativo nicho de formadores de opinião ao cinema industrial do país vizinho, ao longo do período indicado.

Bibliografia

BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

BERNARDES, Horacio; LERER, Diego; WOLF, Sergio (eds). El Nuevo Cine Argentino: temas, autores y estilos de una renovación. Buenos Aires: Tatanka, 2002.

MOGUILLANSKY, Marina. La imaginación regional en cuestión. La circulación de cine brasileño en Argentina desde la creación del Mercosur. Dissertação - 2009/ Instituto de Altos Estudios Sociales - Universidad Nacional de San Martín.

MÜLLER JR., Adalberto. Lembrar e esquecer – Notas sobre Lucrécia Martel e o cinema argentino atual. Revista Arte SESC, v. 7, p. 42-45, 2010.

PRYSTHON, Â. F. Memórias de uma nação partida. In: X SOCINE, 2006, Ouro Preto. Anais do X Encontro da SOCINE. Ouro Preto: SOCINE, 2006. v. 10. p. 3-3.

SALLES, Walter. O Oscar que quebrou tabus. O Globo, 17.3.2010.