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  Título
House of Cards - um novo modelo de produção audiovisual
Autor
Gustavo Pimenta Moraes
Resumo Expandido
Famosa por seu formato inovador de exibição, a série americana House of Cards , disponível pelo serviço Netflix via streaming tem características únicas que a fazem um exemplo de um novo modelo de produção audiovisual.



Adaptada da mini-série britânica de mesmo nome, a versão de House of Cards americana é desenvolvida por Beau Willimon e produzida por, entre outros, David Fincher e estrelada por Kevin Spacey como um político de índole duvidosa.



Entre as inovações mais celebradas trazidas pela série está o modo de visualização onde uma temporada inteira é liberada de uma só vez. Isto permite ao espectador assistir aos episódios como melhor lhe convir. Entre suas peculiaridades, vale destacar que a série não está disponível em televisões a cabo ou aberta- apenas via streaming. Mesmo assim, ela recebeu vários prêmios importantes dados pela televisão dentre os quais, o Emmy e o Globo de Ouro.



Independentemente deste reconhecimento e da inovação em sua exibição, um dos grandes diferenciais de House of Cards é a escalação de renomados diretores de cinema para direção dos episódios. Nomes como o do próprio David Fincher (Rede Social e Clube da Luta) e ainda Joel Schumacher (Um dia de Fúria, Batman e Robin), Jodie Foster (Mentes que Brilham e Um Novo Despertar)e James Foley ( O Sucesso a qualquer Preço) entre outros, assinam o seriado. Todos desfrutam de uma liberdade até então pouco vista no formato de séries americanas que inclui até o “corte final” de seus episódios- almejada posição onde o diretor, e não o produtor da série, define o que será exibido.



Como manter a unidade dramática do gênero original da série, o drama político, e ainda respeitar o desenvolvimento natural dos personagens e preservar uma narrativa coesa quando diretores advindos do cinema com características próprias e vícios do formato cinematográfico estão por trás das câmeras se sentindo à vontade para fazer o que bem entendem?



Estas e outras questões sobre autoria em gêneros de séries televisivas serão abordadas neste artigo que visa promover uma ampliação da discussão sobre

a nova realidade audiovisual e como é possível o autor se beneficiar dela.

Bibliografia

ALTMAN, Rick. Film/Genre. London: Brtish Film Institute, 2004.

BUSCOMBE. “A ideia de gênero no cinema Americano. Em PASSOS, Fernão Ramos (Org.) Teoria contemporânea do cinema.Vol. II. São Paulo: Senac, 2005.

SHIRAI D., T. Kawano, T. Fujii, K. Kaneko, N. Ohta, S. Ono, S. Arai e T. Ogoshi. “Real time switching and streaming transmission of uncompressed 4K motion pictures” in: The International Journal of Future Generation Computer Systems Grid Computing: theory, methodos & applications, vol. 25, issue 2, Feb. 2009, pp. 192-193. 16

JEONG B., L. Renambot, R. Singh, J. Aguilera, A. Johnson, “High-performance dynamic graphics streaming for scalable adaptive graphics environment” in: Proceedings of SC06, Novembro de 2006, p. 24.

SALEM, Rodrigo. Serie ‘House of Cards’ chega hoje a 2ª temporada com fa ate no alto escalão. Ilustrada, Folha. 14/02/2014 - 00h01

URL:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/02/1411861-premiada-serie-do-netflix-chega-a-2-temporada-com-fas-no-alto-escalao.shtml