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  Título
Vídeos de sites de redes sociais: métodos e perspectivas de análise
Autor
Lia Scarton Carreira
Resumo Expandido
O crescente acesso aos meios de produção e de compartilhamento de vídeos vem transformando radicalmente o modo como nos relacionamos com conteúdos audiovisuais. Há, hoje, uma diversidade de dispositivos e de plataformas que reconfiguram constantemente os modos de pensar e de produzir imagem. Dispositivos móveis, sites de redes sociais como Youtube e aplicativos especializados como Vine e, recentemente, o Instagram (ferramenta que até meados de 2013 voltava-se às imagens estáticas), fazem hoje parte de uma prática cotidiana e incessante de produção de imagens. Essa abundância de imagens, sejam elas estáticas ou em movimento, compartilhadas em rede exponencialmente, desafia tanto seus processos contemporâneos de coleta, armazenamento e processamento, quanto de visualização e de análise. Nos encontramos, portanto, em um cenário que nos instiga a buscar cada vez mais modos diferenciados de acessá-los, exibi-los e relacioná-los. Imerso em um mar de conteúdos visuais, fadados ao desaparecimento, como resgatá-los ou encontrá-los em rede? Como torná-los visíveis? E como visualizá-los em conjunto ao mesmo tempo em que se possa dar seu devido destaque?



As recentes pesquisas que abordam essas grandes quantidades de dados (o que se convencionou chamar de big data), assim como o crescente desenvolvimento tecnológico, vem contribuindo significativamente para o campo de estudo de imagens. O que antes estava restrito às grandes corporações e laboratórios de análise de dados, assim como ao campo das Ciências Exatas, hoje aproxima-se cada vez mais da realidade dos núcleos acadêmicos das Ciências Humanas. Contudo, ao passo que as análises de grandes volumes de texto, em especial ao que concerne à semântica, vem ganhando amplo espaço e investimento, as pesquisas voltadas para imagens, especialmente de vídeos, ainda trazem grandes desafios. Pesquisas em imagem não apenas exigem maiores condições de armazenamento e processamento, e consequentemente maior investimento material e financeiro, mas igualmente modos de visualização diferenciados. Como visualizar ou traduzir visualmente todos os frames de um filme ou, ainda, milhares de vídeos do Instagram para análise? Como comparar parâmetros visuais de dois estilos cinematográficos diferentes? Como apresentar, dentro de uma perspectiva temporal, movimentos artísticos distintos? Essas são algumas das questões passíveis de serem abordadas a partir dos processos recentes de extração, visualização e análise de grandes volumes de imagens. A presente comunicação, em consonância com a proposta da mesa “Audiovisual e Big Data”, visa apresentar algumas dessas perspectivas, de modo a fomentar não apenas questões e problemáticas a respeito desses processos, destacando suas perspectivas metodológicas e teóricas, mas também investigar outras abordagens possíveis.

Bibliografia

BOLLIER, Davis. “The Promise and Peril of Big Data”. Washington: The AspenInstitute, 2010. Disponível em: . Acesso em: 20 jun 2013



MANOVICH, Lev. Trending: “The Promises and the Challenges of Big Social Data”.Publicado em: 28 abril 2011. Disponível em: . Acesso em: 31mar 2013.



GOVEIA, Fábio; CARREIRA, Lia. As pesquisas de dados e a questão da abundância de imagens: relações entre ciência e arte. Revista Ícone, v. 15, n. 1, 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 jan 2014