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  Título
PERSPECTIVAS DA EXIBIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO NO BRASIL E PORTUGAL
Autor
Renata Faria dos Santos
Resumo Expandido
A evolução do cinema passou por diversas transformações ao longo das décadas, sendo marcada por constantes mudanças em seu processo de produção, distribuição e exibição. Devido ao aumento da concorrência e as novas exigências do mercado, os setores de distribuição e exibição tornaram-se mais complexos, necessitando de um maior entendimento sobre suas formas de organização e gestão, para que possam traçar estratégias para manterem-se competitivos no mercado.

Ao analisarmos os dados qualitativos e quantitativos referentes ao Brasil e a Portugal, percebe-se que ambos apresentaram no ano de 2015 resultados positivos, tanto em número de espectadores quanto em receita, portanto, verifica-se que a preferência do público ainda é por filmes norte-americanos, o que dificulta o desenvolvimento dos pequenos cinemas nacionais e da generalidade dos cinemas periféricos.

Assim, este artigo tem como objetivo desenvolver um referencial sobre o termo “arranjo institucional”, a fim de apresentar embasamento teórico que possibilite uma análise sobre os setores de distribuição e exibição do cinema, além de demonstrar a atual realidade e as principais políticas públicas desenvolvidas para esses setores, tanto no Brasil quanto em Portugal.

Visa ainda, analisar a forma de organização das empresas distribuidoras e exibidoras do cinema nos dois países, buscando levantar: seus principais concorrentes; fatia de mercado; dificuldades do setor; suas principais estratégias competitivas de gestão; incentivos do governo para o setor; e os principais resultados alcançados.

Esta proposta se justifica, pois, a partir de um melhor entendimento de como é a dinâmica dos arranjos do audiovisual no Brasil e em Portugal, serão levantadas ações e políticas de incentivos utilizadas pelos dois países, a fim de demonstrar quais são principais forças e fraquezas encontradas por cada um, e qual a contribuição que cada experiência pode trazer no combate às dificuldades das organizações destes setores.
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