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  Título
Vídeo Dó-Ré-Mi : português na sala de aula na terra da Noviça
Autor
Antonio Carlos Tunico Amancio da Silva
Resumo Expandido
O Brasil Plural foi um festival internacional produzido e organizado pela Associação Cultural Polemika, coordenada por Ralf Tambke e Marcia Paraiso, voltado para a difusão do cinema brasileiro na Europa de língua alemã ( que chegou a contar com 13 cidades de três países, Alemanha, Suíca e Áustria), trabalhando com parceiros em cada um dos 3 países - como entidades, instituições, cineclubes e universidades. O evento constava de exibição de filmes, conferências, debates e encontros profissionais. Desde que o Brasil Plural terminou, em 2008, o Departamento de Estudos Românicos da Universidade de Salzburg, através da professora brasileira Eloide KIlp, resolveu continuar com o projeto, em escala menor e apenas local, graças ao apoio institucional que obtivera. Assim foi criado o Forum Brasil, Mostra de Cinema Brasileiro, voltada para a comunidade lusófona de Salzburg, outros interessados no Brasil e principalmente para os alunos de português da Universidade. Através de um acordo de cooperação celebrado com a Universidade Federal Fluminense (UFF), estabeleceu-se novo formato para o evento, menor em sua abrangência e mais focado nas relações acadêmicas que o acordo previa. Assim , passou-a curadoria para a UFF e a realização para Salzburg, iniciando novas linhas de investigação: infância latino-americana e brasileira, meio ambiente, futebol, povos indígenas, etc. A cada ano um convidado especial abrilhantou os debates. Mas o foco principal foi sempre a realização de um curta-metragem, monitorado pelo cineasta Eduardo Nunes, que, a cada ano, durante duas semanas informou, gerou, desenvolveu, gravou e editou com os alunos uma pequena peça de ficção, a princípio baseada em textos literários e depois atingindo independência expressiva. No decorrer desse tempo, a equipe foi ampliada com a chegada de Rafuko ( Rafael Puetter Matos, ex-intercambista de Salzburg, formado em Rádio e TV pela UFRJ e artista video militante), que deu um up-grade tecnológico de grande impacto nas produções. Assim, partindo de Machado de Assis, passou-se por Luiz Fernando Veríssimo, Stephan Zweig e outros, e começou-se uma escalada de produção própria, com resultados muito ricos. Para este processo contribuíu também a expertise de alguns professores do Curso de Cinema da UFF, que participaram das diferentes edições (Cezar Migliorin, Elianne Ivo, Tunico Amancio).

Os vídeos foram exibidos na sala de projeção convencional da cidade de Salzburg (normalmente na sala MozartKino), inaugurando o festival.

O peso da organização de um evento desta magnitude fez com que fôsse requerida maior independência administrativa e no momento vive-se a expectativa de criação de um Centro de Estudos Brasileiros em Salzburg, capaz de assumir totalmente esta atividade.

Os FILMES: realizados em apenas duas semanas, os filmes foram objeto de um curso concentrado de roteiro e realização, com uma edição rápida ( normalmente sob intensa pressão) e uma exibição de gala. Este foi o maior estímulo ao aprendizado da língua portuguesa, referendado pelo método anti-escolástico da proposta, e pelo caráter lúdico da realização.

São estes os elementos que comporão a comunicação.
Bibliografia

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CESTARO Selma Alas Martins Cestaro (UFRN / USP) , O Ensino de Língua Estrangeira: História e Metodologia. http://www.hottopos.com.br/videtur6/selma.htm . Acesso em 10.05.2016

CRUZ, M.L.O.B.; SOUZA, FM.; GAMA, A.P.F. O cinema no aperfeiçoamento das competências de línguas (materna e estrangeira). In: Prógrad UNESP (Org.). Livro eletrônico dos núcleos de ensino da UNESP. São Paulo: Cultura Acadêmica Editora, 2007

FREIRE, Paulo. PEGAGOGIA DA AUTONOMIA: Saberes necessários à prática educativa. Editora Paz e Terra, 11º ed., 1999.

NAPOLITANO, M. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.

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