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  Título
Filmes paraibanos em ambientes educativos
Autor
VIRGÍNIA DE OLIVEIRA SILVA
Resumo Expandido
No presente artigo, movidos pela necessidade de qualificação do debate em torno da questão da obrigatoriedade da exibição de, pelo menos, duas horas mensais de produções nacionais cinematográficas nas escolas da educação básica do Brasil, trazida pelo texto normativo contido na Lei nº 13.006 , de 26 de junho de 2014, que modifica o Artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), situamos alguns exemplos de ações de formação cinematográfica que já vêm ocorrendo no estado da Paraíba e que surgem mais do voluntariado de alguns de seus sujeitos proponentes do que de políticas públicas específicas voltadas para o setor audiovisual propriamente dito. Em seguida, analisamos, mais detalhadamente, duas dessas ações, o Projeto Cinestésico e o Laboratório de Roteiro para Jovens do Interior da Paraíba – JABRE (que coordenamos ao lado do cineasta Torquato Joel), e a título de exemplificação prática, apresentamos com maior fôlego alguns dos frutos que essas ações vêm obtendo ao longo dos anos. Vinculados ou não às universidades, promovendo ações contínuas e/ou pontuais, esses projetos criam desejos de participação no círculo audiovisual em jovens de diferentes cidades, ocasionando frutos reais e sacudindo a poeira do mapa de penetração dessa arte nas diversas regiões do estado. Intencionamos com essa ação destacar tanto a existência de projetos que já trilham em solo paraibano o caminho da qualificação da produção cinematográfica local (sobretudo de curtas-metragens, o que possibilita muito mais amplamente a exibição e o debate no tempo de duas horas nas escolas) quanto o reconhecimento da própria existência e da qualidade dessa produção que pode muito bem vir a ser referência em nossas escolas paraibanas no processo de cumprimento da obrigatoriedade apontada pela referida Lei nº 13.006/2014.
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