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  Título
A FORÇA DE TERRA EM TRANSE. 50 ANOS DEPOIS.
Autor
João Guilherme Barone Reis e Silva
Resumo Expandido
O lançamento de Terra em Transe (Glauber Rocha, 1967) completa 50 anos e cria a oportunidade desta comunicação, voltada para uma reflexão sobre as dimensões mais essenciais desta obra, aquelas relacionadas com a força que faz este filme atravessar os tempos mantendo a sua integridade e o seu impacto, ao mesmo tempo, ganhando novas significações. A proposta é voltar o olhar para elementos estruturais, narrativos e estéticos, e para o seu significado como marco do Cinema Novo, com impacto na crítica. Para Glauber, este é ““um filme sobre o que existe de grotesco, horroroso e podre na América Latina. ” Hoje, será um filme sobre o que há de pior na política (brasileira, inclusive), sobre a miséria do populismo messiânico alicerçado nas relações espúrias entre o público e o privado. É da genial construção cinemática de Terra em Transe que emana a sua condição de manifesto impactante, entre o barroco e o parnasiano, na encenação, na fotografia e na montagem. Com a devida reverência, é importante revistar as escrituras de Glauber e de alguns expoentes, como Paulo Emílio Salles Gomes e Ismail Xavier sobre a obra e seu legado. Refazer a pergunta sobre o que faz a força de Terra em Transe, olhando para o filme e sua arquitetura. A proposta inclui ainda tangenciar a cena cinematográfica dos lançamentos de 1967, entre os quais estão A primeira noite de um homem (The Gaduate, Mike Nichols) e A Bela da tarde (La Belle de Jour, Luis Buñuel).
Bibliografia

ROCHA, Glauber. Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. São Paulo:

Cosac e Naif. 2003

ROCHA, Glauber. Revolução do Cinema Novo. São Paulo:

Cosac e Naif. 2004.

ROCHA, Glauber. O Século do Cinema. Rio de janeiro: Alhambra. 1985.

SENNA, Orlando (Org.). Glauber Rocha. Roteiros do Terceyro Mundo. Rio de Janeiro: Alhambra-Embrafilme. 1985.

SILVA NETO, Antonio Leão da. Dicionário de filmes brasileiros: Longa metragem: São Paulo, IBAC. 2009.