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  Título
Fellini segundo a crítica paulista e carioca
Autor
Mariarosaria Fabris
Resumo Expandido
“Fellini visionário”, organizado por Carlos Augusto Calil, embora se detenha apenas em “La dolce vita” (“A doce vida”, 1960), “81/2” (“Oito e meio”, 1963) e “Amarcord” (“Amarcord” 1973), pode ser considerado um bom paradigma para se estabelecer como se deu a recepção da obra do cineasta italiano no Brasil. O volume junta aos roteiros dos três filmes, que o organizador considera os melhores de Federico Fellini, textos do passado (de Francisco Luiz de Almeida Salles, Roberto Schwarz, Gilda de Mello e Souza e Glauber Rocha) e trabalhos mais contemporâneos (de Luiz Renato Martins e Carlos Augusto Calil), oferecendo um pequeno apanhado de como a obra do diretor foi lida por autores brasileiros.

Ampliando o leque dos autores reunidos em “Fellini visionário”, mas considerando apenas os que atuaram no eixo São Paulo-Rio de Janeiro, podem ser lembrados ainda Antônio Moniz Vianna, Alex Viany, José Lino Grünewald e Sérgio Augusto, citados por Calil, bem como Paulo Emílio Salles Gomes, Ronald F. Monteiro, Luiz Raul Machado, Kátia Peixoto dos Santos, Euclides Santos Mendes, João Eduardo Hidalgo, Julia Scamparini Ferreira, Carolina Bassi de Moura, Mariarosaria Fabris e Luiz Zanin Oricchio, como fontes desta pesquisa.

Serão analisados textos sobre a obra de Fellini, principalmente os produzidos nos anos 1960-1970, quando foram escritas as críticas mais consubstanciais, abordando, dentre outros temas, seu distanciamento do Neorrealismo, a fragmentação da narrativa, o componente autobiográfico, sua relação com as personagens, o mito das mulheres fellinianas e seu diálogo com outros diretores – os que o antecederam, os contemporâneos e os de gerações posteriores: Jean-Pierre Jeunet, Pedro Almodóvar, Tim Burton, Bob Fosse, David Lynch, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Woody Allen, Guillermo del Toro, Rob Marshall, e, no Brasil, Luiz Fernando Carvalho, Cacá Diegues, Edgar Navarro e Nelson Pereira dos Santos.
Bibliografia

CALIL, C. A. (org.). “Fellini visionário”. São Paulo, Companhia das Letras, 1994; GOMES, P. E. S. “Crítica de cinema no Suplemento Literário”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981; GRÜNEWALD, J. L. Fellini-um mundo pessoal. In: FELLINI, F. “A estrada”. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970; MARTINS, L. R. “Conflito e interpretação em Fellini”. São Paulo: Edusp, 1994; SALLES, F. L. de A. “Cinema e verdade”. São Paulo-Rio de Janeiro: Companhia das Letras-CB-Fundação do Cinema Brasileiro, 1988; SOUZA, G. de M. e. Fellini e a decadência. “Discurso”, São Paulo, 1971; VIANNA, A. M. “Um filme por dia”. São Paulo, Companhia das Letras, 2004; VIANY, A. O fantástico repórter. In: FELLINI, F. “A doce vida”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970; VIANY, A. A fotonovela de Federico Fellini. In: FELLINI, F. “O sheik branco”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970; VIANY, A. As memórias de um boa-vida. In: FELLINI, F. “Os boas-vidas”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.