ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Recife como Potência Estética: olhares e narrativas sobre a paisagem e o lugar |
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| Autor | Maria Helena Braga e Vaz da Costa |
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| Resumo Expandido | Esse trabalho analisa as construções fílmicas do lugar e da paisagem no contexto das transformações urbanas e estéticas pelas quais tem passado a cidade do Recife-PE. Pretende-se discutir a imagem cinematográfica da paisagem urbana do lugar Recife – no âmbito específico do cinema produzido por cineastas pernambucanos –, para compreender o processo de construção e surgimento do que poderíamos considerar como o Recife fílmico contemporâneo. O interesse de pesquisar os “diversos Recifes” que se materializam a partir da produção cinematográfica contemporânea de cinema em Pernambuco tem justificativa nos seguintes pontos: (1) primeiramente, no reconhecimento de que os cineastas pernambucanos contemporâneos, que iniciaram suas produções no âmbito do período da pós-retomada do cinema brasileiro – objeto de pesquisas anteriores –, têm se destacado nacional e internacionalmente por um trabalho que vem motivando novos formatos estéticos, e novos olhares sobre o espaço geográfico e urbano; (2) na certeza de que os filmes Pernambucanos locados em Recife necessitam ser individualmente e profundamente analisados, já que é a partir de novas estéticas e olhares diversos e originais sobre a cidade que surgem novas e significantes geografias fílmicas; (3) que estas últimas, por sua vez, são responsáveis pela manifestação de novas e variadas imagens que constituem o imaginário coletivo em torno da cidade do Recife. Pretende-se, portanto, discutir sobre os elementos presentes na construção imagética da cinematografia produzida em Pernambuco que tem a cidade do Recife como cenário e/ou personagem central. A intenção é analisar a construção de uma geografia fílmica constituída através da apropriação de fragmentos de espaços, lugares e geografias existentes, nos quais o cineasta se vale de recursos como a intervenção, a reordenação ou a filtragem dos espaços da cidade na produção de significação da geografia filmada em que destaques estéticos diferenciados modificam paisagens e lugares relacionadas ao espaço urbano real. Os filmes que serão discutidos aqui compactuam com a prática da ousadia estética, se apropriam do espaço urbano e da imagem da cidade do Recife, para criar uma geografia fílmica repleta de novas paisagens, espacialidades e lugares. |
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| Bibliografia | ASSIS, Claudio. Entrevista. Jornal do Comércio, 16 de abril, 2016. |