ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Hoje é dia de F.EST.A! Diálogos entre universidade e educação básica possibilitados pelo cinema |
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| Autor | Cristiane da Silveira Lima |
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| Resumo Expandido | Não há dúvidas de que o audiovisual faz parte, cada vez mais, do cotidiano de adultos, jovens e crianças, em um mundo tomado por telas e por narrativas compostas pela combinação de sons e imagens em movimento. Nesse sentido, nos parece relevante que a escola, enquanto espaço dedicado à formação humana e aos múltiplos letramentos, possa desfrutar do cinema enquanto um vetor de experiências significativas e transformadoras. Como escreve Carvalho (2023, p.60), “o papel fundamental da escola nos novos letramentos midiáticos talvez nem esteja tanto na aquisição da competência técnica de codificar e decodificar a linguagem, mas no desenvolvimento de um olhar crítico e emancipatório em relação àquilo que os estudantes trazem a partir dos múltiplos letramentos que já ocorrem fora da escola, em seus cotidianos”. Foi no esforço de contribuir para que isso pudesse se concretizar que criamos, em 2018, o F.EST.A - Festival Estudantil de Audiovisual, projeto de extensão vinculado ao Imagina! Circuito Permanente de Audiovisual (Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB, Porto Seguro - BA). Trata-se de um festival dedicado à difusão de curtas-metragens produzidos por estudantes de todo o estado da Bahia e que se realiza, a cada ano, em parceria com uma escola diferente. Além de sessões de filmes, o festival também propõe ações formativas, produção de materiais didáticos e a ocupação dos espaços da escola com as diversas atividades da programação. O objetivo é o de proporcionar o acesso aos filmes, o contato efetivo com a universidade e a possibilidade da escola ser atravessada por uma outra forma de sociabilidade, envolvendo a dimensão estética/artística. “O cinema não se encontra na escola para ensinar algo a quem não sabe, mas para inventar espaços de compartilhamento e invenção coletiva, colocando diversas idades e vivências diante das potências sensíveis de um filme” (Migliorin, 2010, p.108). Cabe acrescentar que a parceria com as escolas é desenvolvida ao longo de todo o ano, em ações preparatórias ao festival e também após a sua finalização. Nessa comunicação de trabalho, propomos revisitar a trajetória deste festival, que chega em 2025 a sua sexta edição, para melhor compreender o modo como ele vem tecendo conexões com a educação básica. A experiência vem demonstrando que a passagem do F.EST.A pelas diferentes escolas tem deixado contribuições significativas para os sujeitos que nele se envolvem, resultando não apenas em novas ações dentro do cotidiano escolar, mas também impulsionando a formação continuada de professores/as e a produção de conhecimento em torno do cinema e sua inserção nos espaços formais ou não-formais de ensino (Camargo, 2020). Além disso, as próprias características do festival foram se transformando ao longo dos anos, graças às contribuições das escolas, professores/as e estudantes com quem tivemos contato. É sobre esses trânsitos e sobre a mútua afetação entre universidade e escola que buscaremos discorrer. Conforme demonstram estudos anteriores sobre os festivais e mostras na Bahia nos últimos anos (Moura et. al, 2022) as cidades com a presença de universidades e institutos federais com cursos de Cinema e Audiovisual tendem a apresentar um quantitativo expressivo de iniciativas de circulação audiovisual, o que sinaliza para a necessidade de maior atenção para o diálogo entre Cinema e Educação. Acreditamos que a experiência do F.EST.A pode contribuir com esta reflexão, pois além de ser uma iniciativa oriunda de uma universidade nova, ela reconhece a escola enquanto espaço privilegiado para ações culturais e para o encontro do cinema com os seus diversos públicos. |
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| Bibliografia | CAMARGO, A. L.. O curta-metragem vai à escola: um relato de experiências desenvolvidas no Colégio Estadual de Trancoso e na Escola Municipal Honorina Passos. Porto Seguro, Universidade Federal do Sul da Bahia, 2020. |