ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Uma análise dos roteiros não realizados de Olga Futemma |
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| Autor | Hanna Henck Dias Esperança |
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| Resumo Expandido | Apesar de ser mais conhecida pelo seu extenso trabalho na Cinemateca Brasileira, Olga Futemma atuou como cineasta entre as décadas de 1970 e 1980, período em que dirigiu seis curtas-metragens, os documentários "Sob as Pedras do Chão" (1974), "Trabalhadoras Metalúrgicas" (codireção Renato Tapajós, 1978), "Retratos de Hideko" (1981) e "Hia Sá Sá - Hai Yah!" (1985), e a ficção "Chá Verde e Arroz" (1988). Filha de imigrantes okinawanos, Futemma dedicou quase todos os seus filmes às questões da imigração japonesa e aos desdobramentos identitários e culturais que emergem a partir da experiência do deslocamento, utilizando elementos autobiográficos e ensaísticos para discutir a própria identidade nissei, a memória migratória, as relações de gênero e os conflitos geracionais. Essas temáticas, somadas à dimensão pessoal que estrutura a filmografia de Futemma, não se restringem aos filmes realizados, mas também marcam presença nos seus argumentos, roteiros, projetos, storyboard e entrevistas. Para esta comunicação, proponho a articulação entre seu material filmado, descrito acima, e escrito, especificamente seis obras não realizadas, localizadas na Cinemateca Brasileira e no acervo pessoal de Futemma. Entre elas estão o roteiro “Okinawa, Okinawa” (longa-metragem de ficção, 1980) e os argumentos “Yonosuke: Um Samurai em Chamas” (curta-metragem documentário, 1982)” e “O Retorno do Samurai” (longa-metragem de ficção, 1983), além dos projetos cinematográficos “Humphrey Bogart e Eu” (curta-metragem documentário, 1981), “De Corpo e Alma” (curta-metragem documentário, 1982) e “Diretores de Fotografia” (curta-metragem documentário, 1982). Estes últimos, apesar de não abordarem especificamente a questão da imigração ou da identidade cultural, dialogam entre si e com o restante da obra de Futemma, seja por meio de mecanismos semelhantes de narrativa e montagem ou da presença de outros interesses e vivências particulares da cineasta. Ao analisar esse material em conjunto com seus filmes, busco entender de que forma a produção escrita de Futemma pode ser incorporada ao escopo de análise da sua filmografia, de maneira a aprofundar o entendimento da dimensão pessoal e autoral na obra filmada. Por fim, gostaria de demonstrar que a obra de Futemma, seja ela filmada ou escrita, se organiza e se encadeia com a experiência vivida, em um movimento constante de autorreferenciação entre as instâncias pessoais e artísticas. |
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| Bibliografia | BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. |