ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Temporalidade queer, envelhecimento e reprodução social no filme Days (2020), de Tsai Ming-liang. |
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| Autor | Patrícia Sequeira Brás |
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| Resumo Expandido | Na minha apresentação, proponho examinar Days (2020), de Tsai Ming-liang, um filme contemplativo e esparso que acompanha a vida solitária de dois homens sem nome. O primeiro, um homem mais velho se recuperando de uma doença grave, desce de seu retiro no topo da montanha para as cidades de Taipei, Hong Kong e Bangkok, buscando terapia muscular para seu corpo frágil. O segundo, um homem laosiano com metade de sua idade, vive sozinho em Bangkok, navegando pela cidade como um estranho. Days não tem diálogos e usa duração estendida para retratar momentos íntimos e, às vezes, solitários na vida desses homens. O filme explora temas de isolamento, envelhecimento e sexualidade queer. Pretendo assim defender que o uso de duração estendida no filme de Ming-liang destaca tanto a fragilidade quanto a resiliência dos corpos na tela, ao mesmo tempo em que evoca sutilmente a natureza repetitiva e precária da reprodução social. Em Days, a duração estendida enfatiza a vulnerabilidade dos personagens — particularmente o homem mais velho, cuja doença e recuperação ressaltam a fragilidade do corpo humano — vinculando suas experiências a temas como envelhecimento, solidão e o trabalho cíclico que constitui a vida cotidiana. A estratégia estética de Ming-liang aponta para as formas através das quais o tempo é extraído dos corpos dos personagens — particularmente em seus gestos repetidos e mundanos, como andar, sentar, comer ou fazer sexo. Essas ações comuns tornam-se carregadas de uma sensação de persistência e resiliência, numa negociação contínua com as exigências do corpo e a passagem do tempo. |
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| Bibliografia | Deng, MaoHui. 2024. Ageing, Dementia and Time in Film: Temporal Performances. Edinburgh University Press. |