ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Identidade e alteridade: um diálogo entre Jean Rouch e Daniel Lima em |
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| Autor | Marcus Vinicius Fainer Bastos |
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| Resumo Expandido | Tanto Jean Rouch quanto Daniel Lima tem obras em que o diálogo com o outro é importante. Os dois também desarticulam a forma tradicional da entrevista como forma de colher informações, desafiando o entendimento ingênuo de que pode haver algum tipo de objetivo em processos do tipo. Através de modos de trabalhar que se aproximam da performance aplicada ao processo de diálogo, num contexto audiovisual que tem o documentário como uma base a ser desfeita e redefinida, suas obras permitem pensar de que forma os processos de identidade e alteridade foram explorados no audiovisual e nas artes, de meados do século 20 ao início do século 21. Um aspecto desta discussão está ligado à tensão entre imersão e agenciamento, que são elementos centrais na produção artística de Daniel Lima. O cinema de Jean Rouch oferece elementos para pensar este estar diante do outro de forma crítica, que no cinema que questionou a etnografia tradicional aparece na forma do desmonte do dispositivo da entrevista. Daniel Lima também explora esta possibilidade de desconstrução da entrevista, ao se valer do método da "pergunta-ação" que explora como forma de desconsertar os entrevistas nas obras audiovisais que criou, especialmente no contexto do coletivo Frente 3 de Fevereiro. Em parte da arte contemporânea, a imersão, caracterizada pelo mergulho na imagem e pela anestesia dos sentidos, é contrastada com o agenciamento, que engaja o público e o torna participante ativo. Algo destes processo é disparado na forma como Jean Rouch quebra com a pretensa objetividade do documentário clássico. Uma exepmlo é a videoinstalação Palavras Cruzadas, que explora essa interação ao colocar o espectador em um espaço circular, onde vídeos de protagonistas de lutas sociais são ativados pela presença do público, gerando um ambiente de identificação ou alteridade (conforme o perfil do espectador). As obras de Lima e Rouch sugerem um aspecto de politização da arte e do audiovisual que sugerem caminhos para pensar a relação com o outro mediada pela imagem de forma crítica, o que se tornou essencial em nossa sociedade em rede em que a interação por plataformas que circulam conteúdo fotográfico e audiovisual se tornou uma parte importante da maneira como as pessoas se comunicam. |
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| Bibliografia | BASTOS, Marcus. Arte, memória e mídia na obra de Daniel Lima, in: ARANTES, Priscila; CYPRIANO, Fabio. Arte e Práticas Culturais. São Paulo: Educ, 2024. |