ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Navegação espacial no cinema |
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| Autor | Alexandre Nakahara |
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| Resumo Expandido | Esta apresentação dedica-se a explorar a relação entre a navegação espacial e o cinema. Entende-se por navegação o deslocamento por espaços físicos — geralmente de um ponto de partida a um ponto de chegada —, utilizando técnicas para localização e medição de distâncias ao longo do percurso. O cinema, como arte do movimento e em diálogo com outras artes, como a arquitetura, possui uma dimensão de navegação intrínseca à sua experiência, especialmente em filmes que exploram movimentos de câmera e montagem narrativa. Ao relacionar navegação e cinema, é possível revelar os modos como navegamos pelos filmes e também desvendar os mecanismos que aproximam a experiência cinematográfica tanto de uma viagem de trem quanto de uma jornada a pé. A navegação num filme, ao contrário daquela realizada no espaço físico, depende de uma confiança intensa na figura dos navegadores e em sua condução. Essa confiança é o que permite, por exemplo, que o cinema ofereça uma experiência segura de sentimentos como desorientação e errância — sensações que, num contexto de navegação física, seriam consideradas prejudiciais. Minha proposta é que a navegação no cinema constitui uma experiência multifacetada, que se desenvolve em pelo menos três momentos distintos: desde a fase de pré-produção até a pós-produção, e que se completa na experiência do espectador. Para ser realizada, a navegação conta com navegadores mais ou menos escondidos nas figuras de roteiristas, diretores e montadores, mas também com um espectador que é ao mesmo tempo passageiro e navegador. Enquanto na navegação física utilizam-se instrumentos e técnicas como mapas, bússolas e outros procedimentos, no cinema empregam-se estratégias análogas, cujo principal objetivo é localizar o espectador e reforçar a direção do movimento na tela. Esta apresentação abordará exemplos dessas técnicas de navegação cinematográfica, discutirá as especificidades do duplo papel de passageiro e navegador assumido pelo espectador e destacará estudos sobre navegação que corroboram essa relação com o cinema. |
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| Bibliografia | BORDWELL, David; STAIGER, Janet; THOMPSON, Kristin. The classical Hollywood cinema: film style & mode of production to 1960. New York: Columbia University Press, 1985. |