ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Eu estava lá: o efeito Oscar na recepção de um design de canções |
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| Autor | Guilherme Maia de Jesus |
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| Resumo Expandido | Durante muito tempo, algo notável nos ambientes da crítica cinematográfica e da cinefilia, de um modo geral, era o baixo investimento em análises sobre a música dos filmes. O que se lia, quando se lia, não ia muito além de adjetivação – bela, eficiente, impactante -, dados sobre o compositor, afirmações vagas e impressionistas como “a música pontua expressivamente vários momentos da narrativa”. De uns tempos pra cá, entretanto, talvez por conta de uma natureza cada vez mais cancionista do cinema contemporâneo, por um lado, e pelo fenômeno das redes sociais, por outro, é possível observar um surgimento pontual de reflexões sobre o processo de musicalização de alguns filmes, como foi, por exemplo, o caso de Bacurau (Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, 2019) que gerou várias matérias jornalísticas com análises dos processos de escolha das canções baseadas em entrevistas com diretores, compositores e produtores. Confesso, no entanto, que nunca vi nada parecido com o que aconteceu recentemente com as canções do filme Ainda estou aqui (Walter Salles, 2024) Surpreso com a quantidade de comentários que vi, simplesmente “rolando feeds”, sobre o design de canções da obra, incluí nas atividades de avaliação de duas turmas do componente “História e estética do som em produtos audiovisuais” um levantamento de críticas, matérias jornalísticas, entrevistas, opiniões de fãs etc., valendo tudo: dos grandes jornais a youtubers, instagramers, tiktokers. A proposta desta comunicação é examinar a nuvem de enunciações gerada pela atividade, em relação dialógica com conceito de biografia social da canção, tal como proposto pelo musicólogo peruano Julio Mendívil e aplicado por Kathleen Vernon no contexto da análise fílmica; com alguns pressupostos da Poética do Filme e com a minha memória pessoal do período em que a história se passa; com os estudos contemporâneos sobre a canção no cinema e sobre os Festivais de Cinema como instância de legitimação de poéticas e estéticas audiovisuais. |
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| Bibliografia | CONNElL, J. e GIBSON, C. Soundtracks: popular music, identity and place. Nova Iorque: Routledge, 2003 |