ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | “Era só mais um Silva”: A estrela que brilha em Marcelo Gularte. |
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| Autor | Carla Regina Vr |
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| Resumo Expandido | O cinema é dispositivo atrativo, pois sempre ofereceu desde de sua criação, o poder, e magia da imaginação. A fusão de realidades pelas narrativas ficcionais ou documentárias misturam clichês em consumo e entretenimento; ou processo de exteriorização pessoal e prática de identidades. Acessibilidade tecnológica desafiava aqueles que se encantavam com essa arte. Assim, fazer filme deixou de ser algo extraordinário e custoso perante o avanço tecnológico, e permitiu experiências com a linguagem cinematográfica de forma massiva. A dilatação no uso e na manutenção do cinema no cotidiano do público contemporâneo popularizou e aguçou a democratização do cinema. Vida real e ficcional se misturam com a velocidade como imposição. A observação e o acompanhento das atividades do cinema, ajudam a esclarecer a potência da presença dessa arte. Circuitos criados, oferecem provocações que tendem a causar transformações nas visões, ao qual o mundo precisa. Dimensionar os acontecimentos como os festivais que são organizados, é uma forma de destacar a importância da produção e exibição de filmes, em instituições e espaços públicos ou privados. São evidencias _ voz, vez e visão. O processo metodológico da produção cinematográfica, entre sua exibição e circulação passa a ser uma forma de mercado e indústria, mas também uma metodologia que chama atenção. Contribui e move domínios acerca da forma de linguagem de comunicação, informação, criação e a reimaginação da própria vida. Os cinemas produzidos, em grupo ou por autoria classificados como baixo orçamento fogem de rótulos e se afastam de modelos, e apontam caminho para cinemas possíveis. Essa forma peculiar de chamar os filmes feitos a partir de recursos próprios ou remediados por editais é a maneira de valorizar as ações e iniciativas do cinema alternativo ou independente, em seus processos criativos. Fonte de conhecimento que se expandem e atravessam fronteiras. Este cinema também conhecido como novíssimo recebe apoio de cineclubes e redes de apoio, em formatos de mídias que servem de suporte. O cinema possível, torna o impossível acontecer, a real democracia. O eu mediado por conhecimento próprio ao praticar na coletividade, o trabalho em equipe, a promoção de autoconhecimento. A contribuição cientifica e reflexiva deste trabalho promoverá o conhecimento sobre o homem-artista, produtor cultural, escritor, roteirista comprometido com o seu mundo, com seu bairro, em suas crenças em depositar na arte, a esperança de transformação do mundo, e desafia o mercado. A História de Bob Rum é contada em um longa, exibido pela primeira vez no campo e futebol, no bairro de São Fernando em Santa Cruz. Entrada gratuita, cadeiras arrumadas, uma tela imensa montada por “Cinemão”, projeto de Cid César, parceirão na produção e na exibição. O filme está na Prime Vídeo. A música inspiração do roteiro traz a lembrança de um tempo nacional, e pinça a história de um morador do bairro de Santa Cruz. Experiência de pertencimento coletivo, e de superação. Nesta parte da cidade do Rio de Janeiro, vazios culturais são comuns, um longa metragem em formato de documentário é realizado por outro protagonista desse espaço, morador de Realengo. Cumplicidade, intimidade, respeito, e representatividade. Assim como a música “Era só mais um Silva”, o cinema feito por Marcelo é a afirmação de identidade como resistência em visibilidade. Quebra o clichê, um cinema feito de baixo orçamento parte de projeto um projeto maior. O cinema alternativo como ações culturais que promovem acessibilidade e memoria a toda comunidade. Anuncia esperança e confiança como legado. O cinema ao ser popularizado por produções alternativas, transborda de informações, sentidos que promovem conexão entre o tempo e o espaço. E não deixa dúvidas sobre sua função. Não importa para onde o cinema vá, não podemos perder de vista suas origens, e as significações que carrega em si: O direito e o dever de fazer a estrela brilhar como pratica de visibilidade e vida. |
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| Bibliografia | CARVALHO, Thiago. Cinema é celebração: a cena de exibição independente do Rio de Janeiro na virada nos anos 2000 - publicado em BORGES, Cristian...[et al.]. Anais de textos completos do XXVI Encontro Socine. São Paulo: SOCINE, 2024. |