ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Cineastas negras no centro-oeste do Brasil: políticas de coletividade e pertencimento além das telas |
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| Autor | Ceiça Ferreira [Conceição de Maria Ferreira Silva] |
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| Resumo Expandido | A partir do legado de Adelia Sampaio e outras pioneiras como Beatriz Nascimento; e também a partir de “um cinema de identidade entendido como espaço de pertencimento” como indica a noção de Cinema Negro no Feminino (Souza, 2020; Ferreira e Souza, 2023), é que mulheres negras de diversas partes do país tem criado entre si redes de contato, estímulo e reconhecimento profissional; e com o apoio de editais públicos, universidades ou mesmo financiamento coletivo têm utilizado o audiovisual para contar suas próprias história. Enfim, têm feito do cinema um espaço para criar narrativas de resistência e afeto, para tecer rotas de liberdade. Entretanto, ainda são escassas as publicações e referências bibliográficas sobre essa produção. Por isso, este trabalho apresenta um breve panorama dos Cinemas Negros no Feminino feitos na região centro-oeste (Ferreira; Reis, 2024) e situa-o em contextos de ascensão e visibilidade propiciados por políticas públicas, como a expansão das universidades, a criação de cursos fora do eixo Rio-São Paulo e a formulação de ações afirmativas direcionadas para o setor, bem como a criação de iniciativas de estímulo direcionadas para a região, como o Prêmio Cora, que visa fortalecer e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por mulheres roteiristas e diretoras atuantes em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Neste sentido, também vale salientar a emergência de coletivos de profissionais negros e negras (Ferreira; Carvalho, 2021), que são relevantes para se pensar, conforme pontua Oliveira (2022, p.9), as políticas de coletividade como característica forte e importante que cerca as produções do cinema negro no feminino, visto que não apenas oferece um contraponto à figura da diretora como única autora do filme, como designa estratégias de realização, pois mesmo diante da escassez de recursos, [...] “é comum encontrar produções realizadas através de um sistema de coletividade e ajuntamento,onde equipes se formam por afinidades e/ou por acreditar nos projetos de suas criadoras”. Como exercício analítico este trabalho se debruça sobre as trajetórias das cineastas Ana Clara Gomes (GO), Vanessa Goveia (GO), Renata Diniz (DF) e Juliana Segóvia (MT); e do Aquilombamento Audiovisual Quariterê, que inspira-se na história de resistência do quilombo Quariterê e de sua rainha, Teresa de Benguela, para empreender políticas de coletividade, agregando profissionais negras e negros do audiovisual mato-grossense (Pinto, 2022). Tais trajetórias destacam centralidades para além do eixo Rio-São Paulo, construindo assim uma nova geografia do cinema brasileiro. |
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| Bibliografia | FERREIRA, Ceiça; SOUZA, Edileuza Penha de. Sobre Cinema, amor e cuidado: mulheres negras na direção e na curadoria . Comunicação & Inovação, 24, 2023, p.1-19. |