ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Para além da obra audiovisual: mapeamento dos mecanismos públicos de fomento a empresas |
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| Autor | Debora Regina Taño |
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| Coautor | Hadija Chalupe da Silva |
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| Resumo Expandido | A produção audiovisual, de forma geral, ocorre a partir da união de profissionais e empresas especializados em determinadas atividades, coordenados por uma empresa produtora, para a realização de um projeto definido que dá origem a uma obra/produto. Tal projeto, para ser realizado, muitas vezes recorre a mecanismos de financiamento públicos, diretos ou indiretos, que serão a fonte principal de renda apenas para a sua execução. Ao analisarmos a historiografia das políticas públicas no Brasil, percebemos a predominância de propostas de fomento ao audiovisual baseadas no incentivo à realização de novas obras/produtos e não na manutenção da organização/empresa/instituição. Se estabeleceu, assim, um funcionamento do setor baseado na execução de projetos alternados, por diferentes equipes que se formam e desfazem, resultando na instabilidade econômica tanto dos profissionais, quanto das produtoras, que também não podem ter remuneração direta a seus profissionais. Entre um projeto e outro a base do setor - seus trabalhadores - se vê em constante busca por novos trabalhos que garantirão o próximo pagamento, enquanto o que é produzido também segue em incertezas, uma vez que se um próximo projeto não é aprovado não há estrutura financeira suficiente para a sua elaboração. Neste contexto, a presente comunicação coloca as questões: se a estrutura econômica do setor necessita do fomento público para existir, o apoio a projetos de obras não intensifica sua instabilidade? Quais seriam outras alternativas para apoiar os agentes que são base para o funcionamento do setor, como produtoras e outras empresas especializadas? Assim, a proposta do trabalho é mapear (e posteriormente analisar) propostas de fomento que tiveram como foco a perpetuidade e sustentabilidade das organizações (empresas produtoras). Ou seja, quais os caminhos trilhados pelas produtoras para manterem-se ativas e rentáveis, assim como formas de fomento que saem da centralidade do projeto da obra enquanto fonte principal de renda. O primeiro mecanismo a ser analisado, com seus desdobramentos, são os Núcleos Criativos vinculados do FSA. Chamada pública, (lançada em 2013) destinada ao desenvolvimento de carteira de projetos. O foco desta linha estava no desenvolvimento de um catálogo variado de projetos (de obras seriadas e não seriadas), que estimulava que a produtora tivesse um pensamento estratégico, mais dilatado no tempo, na organização do intervalo de produção e lançamento dessas obras. Nos atentamos às potencialidades dos núcleos criativos enquanto espaços não apenas de financiamento de atividade, mas de construção de projetos e obras de forma mais continuada e a partir da troca entre profissionais, o que acaba por gerar produtos mais elaborados e redes de colaboração ampliadas. Em um segundo momento, analisamos o edital do governo do estado de São Paulo, por meio da lei Paulo Gustavo, de apoio a micro e pequenas empresas do audiovisual. O edital tem o objetivo de “fomentar o empreendedorismo cultural e/ou artístico e promover a competitividade desse segmento”, por meio do aporte financeiro de R$200.000,00 por projeto aprovado. Os projetos propostos incluem produção e finalização de obras, workshops de formação audiovisual, laboratórios de criação, atividades de internacionalização, cineclubes e mostras, estudos setoriais, aquisições de equipamentos e aprimoramento da própria produtora proponente. Observa-se uma amplitude de ações que incluem, mas vão além da obra em si e que fazem parte das atividades realizadas por empresas de audiovisual que também necessitam de apoio para acontecer. Assim, a partir dos dois casos citados, o trabalho apresenta diferentes caminhos e propostas que ampliam a visão do fomento e da construção de um setor economicamente mais estruturado e continuado. |
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| Bibliografia | ANCINE. Relatórios de Gestão do FSA. |