ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Desafios e representatividade feminina na maquinaria no cinema e audiovisual Brasileiro |
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| Autor | CLARA 'REWAI'Õ IDIORIÊ XAVANTE |
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| Resumo Expandido | Contexto e Objetivos A presença feminina em funções técnicas do cinema brasileiro, como a maquinaria, permanece marginalizada, tanto na prática profissional quanto na produção acadêmica. Diante da escassez de pesquisas específicas sobre o tema, este estudo busca mapear e analisar a trajetória de mulheres atuantes nesse setor, com foco nas cinco regiões do Brasil. Objetiva-se: 1) identificar desafios estruturais (discriminação, acesso a capacitação); 2) compreender estratégias de permanência no campo; e 3) propor ações para ampliar a equidade de gênero; 4) contruir redes contato e apoio entre as profissionais encontradas no mapeamento. Metodologia A pesquisa adota abordagem mista, combinando: Revisão bibliográfica: Análise de estudos sobre gênero no audiovisual, sobre mulheres na técnica, sobre a maquinaria, sobre feminismo, e interseccionalidade e como isso influencia os indivíduos sobre as funções dentro do audiovisual. Levantamento quantitativo: Formulário online para mapear perfil sociodemográfico (idade, raça, região) e trajetória profissional de mulheres na maquinaria disparado via grupos de whatsapp (DAFB, REDE KATARIHINE) e redes sociais pessoais, além de contato direto com as poucas profissionais que tenho conhecimento. Entrevistas semiestruturadas: Realizadas com cinco profissionais, uma por região do Brasil em que atuam, selecionadas por disponibilidade, diversidade étnica e experiência. As questões abordam desafios de gênero, experiências em equipes majoritariamente masculinas e sugestões para políticas inclusivas, análise do cenário atual. Resultados Parciais e Discussão A pouca participação feminina não se restringe somente a maquinaria, (OLIVEIRA, 2022, p.23) a disparidade entre homens e mulheres se dá também em cargos de direção. Foram catalogados 1.202 filmes realizados em Goiás entre 2000 e 2020, onde apenas 21,29% foram dirigidos por mulheres. Embora a história do cinema em Goiás com longas tenha se iniciado com Cici Pineiro, uma mulher. As dificuldades encontradas revelam uma profunda invisibilidade estrutural dessas trabalhadoras no setor audiovisual, fenômeno que se manifesta na absoluta carência de bancos de dados sistematizados e na dispersão das informações disponíveis. A pesquisa então adotou métodos artesanais: análise de créditos, busca em redes sociais e amostragem "bola de neve" para mapear profissionais nas cinco regiões brasileiras. Esses desafios metodológicos refletem desigualdades de gênero históricas no setor e destacam a necessidade urgente de políticas de visibilização e sistematização de dados para embasar ações afirmativas no audiovisual. Contribuições O estudo preenche uma lacuna acadêmica ao focar em funções técnicas negligenciadas, oferecendo: Dados atualizados sobre a distribuição geográfica e perfil das profissionais; Mais clareza e definição no meio acadêmico no que tange o trabalho da maquinaria dentro do cinema e audiovisual. Narrativas que humanizam estatísticas, destacando rotinas e conquistas; Subsídios para políticas públicas, como a criação de programas de mentoria e formação. Conclusão A pesquisa evidencia a urgência de desconstruir estereótipos de gênero no audiovisual, ampliando a representatividade feminina em cargos técnicos principalmente no que tange à área da maquinaria. Ao dar visibilidade a essas profissionais, reforça-se a importância de sua atuação para a diversidade cultural e inovação na indústria cinematográfica brasileira. |
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| Bibliografia | FARIAS, Luana. A LUZ delas. Direção de Luana Farias. Niterói: Caraduá, 2019. Son., color. |