ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | As Imagens-Espaço em "O Dia que te Conheci" (André Novais, 2023) |
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| Autor | diogo cavalcanti velasco |
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| Resumo Expandido | Pensando a partir dos atravessamentos conceituais em torno do espaço cinematográfico, remontados pelos estudos de Gilles Deleuze (2018), Doreen Massey (2012), Henri Lefebvre (1991) e Diogo Velasco (2015), esse estudo faz uma análise espacial do filme “O Dia que te Conheci” (André Novais, 2023). A metodologia aplicada, também por meio de Velasco (2015; 2020), visa o levantamento das imagens-espaços por meio de três etapas: 1 – Descrição dos agentes responsáveis pelas produções espaciais, ou seja, procedimentos estéticos (mise-en-scène e montagem) e narrativos (personagem, narrador, época, lugar narrativo, discurso); 2 – Estabelecimento das dimensões espaciais simultâneas (Espaços percebidos, concebidos e vividos); 3 – Síntese das etapas 1 e 2, inferindo as imagens-espaço do objeto. Não se trata de pensar as imagens-espaço no sentido em que Antoine Gaudin (2015) as concebe, partindo da fenomenologia de Merleau Ponty, como resultado da maneira pela qual os filmes estabelecem novas formas de experiência entre corpo encarnado e espaço, ou seja, restabelecer a dimensão proprioceptiva (sensação do corpo em seu meio – anterior à linguagem) e, com isso, buscar a valência espacial das imagens (grau de habitabilidade) por meio de uma geopoética. O que buscamos é um conjunto de imagens que complementam as já constituídas nas imagens-movimento (Espaços-percepção, afecção e ação – determinação) e nas imagens-tempo (Espaços-quaisquer, fragmentados, vazios, naturezas mortas) por Deleuze e que seguem a premissa de serem construídas para além das relações com o corpo humano, criando e produzindo espacializações possíveis por meio dos agentes da própria imagem, sejam eles de qualquer ordem. A importância de levantar essas imagens está em demonstrar o caráter dinâmico do espaço, renegado como criador. Em conjunto com o tempo, as formas de espacialização atestam uma abertura, seu caráter de novidade. No filme de André Novais aqui apresentado, as imagens-espaço produzidas ressoam o caráter político e social por meio de sua potência estética. O curto circuito entre a determinação clássica e a produção espacial cotidiana cria fugas para novas relações sobre os locais narrativos, relações sociais estabelecidas, dinâmicas entre periferia e centro, entre outras. |
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| Bibliografia | BAZIN, André. O que é o cinema?. São Paulo: Ubu editora, 2018. |