ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | A identidade visual do Festival Guarnicê de Cinema através de seus cartazes |
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| Autor | Euclides Santos Mendes |
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| Coautor | JOSE RIBAMAR FERREIRA JUNIOR |
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| Resumo Expandido | Esta pesquisa propõe uma análise do conjunto de 47 cartazes que compõem a história visual do Festival Guarnicê de Cinema, em São Luís do Maranhão, desde sua origem, em 1977, como Jornada Maranhense de Super 8, passando pelas diversas fases em que o festival foi assumindo outras denominações e ampliando sua capacidade de reunir realizadores audiovisuais e público, tornando-se um evento-patrimônio da cultura maranhense. Os cartazes configuram não apenas a memória iconográfica do Festival Guarnicê, mas também a memória de uma cultura imagética que surge a partir do festival como experiência de cidade e comunicação, de sociabilidades e trocas simbólicas. Realizada nos dias 24 e 25 de setembro de 1977, a I Jornada Maranhense de Super 8 nasceu como ação extensionista da Diretoria de Assuntos Culturais (DAC) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Além da produção superoitista maranhense, a Jornada passou a receber e exibir, a partir de 1978, filmes realizados em outros estados brasileiros. A especificação dos formatos aceitos pela Jornada aparece nas denominações do evento ao longo de sua história e marcam graficamente a criação de seus cartazes: Jornada Maranhense de Super 8; Jornada de Cinema Super 8 no Maranhão; Jornada de Cinema Super 8; Jornada Nacional de Cinema no Maranhão; Jornada de Cinema e Vídeo no Maranhão; Guarnicê de Cine-Vídeo; Festival Guarnicê de Cine-Vídeo e, finalmente, Festival Guarnicê de Cinema – denominação oficial do evento desde a sua 25ª edição, em 2002. A palavra Guarnicê, incorporada ao nome do festival em 1990, é específica do contexto cultural maranhense e significa o momento de reunião e preparação que antecede a entrada em cena do Bumba Meu Boi, manifestação da cultura popular que marca os festejos juninos no Maranhão, sendo, então, incorporada à identidade visual do festival; o Troféu Guarnicê, com o formato estilizado de um boi, é entregue aos vencedores do festival. Além disso, desde 1993, o festival começou a ocorrer em junho, durante as festas de Bumba Meu Boi em homenagem aos santos juninos. Nesta pesquisa, em termos metodológicos, com viés semiótico, instrumenta-se o ponto de vista de Abraham Moles (1987) acerca da estética da constatação, em certa oposição à estética do gosto. Os cartazes do Festival Guarnicê tendem a explorar uma abordagem orgânica, na qual um elemento icônico ou indicial dialoga com o texto verbal. Há, sem dúvidas, cartazes mais “ordenados”, cuja convencionalidade não ofusca aspectos gráficos e pictóricos. Existe um marco divisor nesta trajetória. Trata-se da inclusão da terminologia “Guarnicê”, porque ela traz para o plano regional a configuração de elementos iconicamente ricos que antecedem uma indicialidade, cuja função é indicativa de expressões visuais do universo dos festejos juninos maranhenses. Segundo a pesquisadora Tetê Mattos (MORAES, 2018), a informação é a matéria-prima da identidade visual, que, por sua vez, recorre à arte visual e seus componentes (cromatismo, composição do espaço, profundidade, luz, superfície, linhas, entre outros) para se comunicar. Inseparável do evento que promove, trata-se de uma arte circunstancial e efêmera, em que o contexto determina o sentido das mensagens, conforme avalia a pesquisadora. Esta investigação surge como resultado parcial da pesquisa “Memória, patrimônio e linguagem no contexto maranhense”, desenvolvida no âmbito do Procad/Amazônia (Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia), mediante colaboração firmada entre o Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e o Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), e refere-se, mais especificamente, ao percurso investigativo que toma como questão a relação entre cinema, memória e processos de formação cultural em São Luís do Maranhão. |
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| Bibliografia | ANDRADE, Josefa M. e S. B.; CÂMARA, Rosélis Barbosa; SILVA, Saulo Simões da; SMITH, Terezinha de Fátima Vale Porto (organizadores). História em imagens: catálogo com os cartazes do Festival Guarnicê de Cinema (1977-2024) com audiodescrição. São Luís: EDUFMA, 2024. |