ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Políticas de fomento à etapa do desenvolvimento de roteiro |
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| Autor | Marcel Vieira Barreto Silva |
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| Resumo Expandido | O campo de estudos do roteiro tem contribuído, nos últimos anos, para a compreensão da escrita audiovisual enquanto fenômeno sócio-histórico da cultura, através de um olhar mais atento às práticas e aos processos criativos em diferentes contextos de produção. Isso se confirma através da consolidação de espaços acadêmicos para o debate específico (como seminário, grupos de trabalhos, conferências, congressos e associações), além da crescente publicação, em artigos, capítulos e livros, que ampliam o foco da análise poética ou estilística, em direção a abordagens históricas, sociológicas, políticas e econômicas. Apesar disso, ainda são poucos os estudos recentes que se debruçam sobre as condições sócio-históricas de constituição do campo profissional dos roteiristas, através da observação detida dos aspectos legais, laborais, sindicais e empresariais que envolvem o trabalho de escrita audiovisual. No caso brasileiro, esse cenário compreende falta de regulação e direitos, precarização das condições de trabalho, dificuldade de representação sindical e ausência de políticas estruturantes de fomento ao setor. Esta apresentação, portanto, tem o objetivo de levantar uma cartografia das formas de fomento à etapa de desenvolvimento dos roteiros (de filmes e séries), contando o período de 2013 (ano do primeiro edital de desenvolvimento do Fundo Setorial do Audiovisual - FSA) até 2023, ano de publicação dos editais da Lei Paulo Gustavo (LPG). Metodologicamente, levantaremos todos os editais de desenvolvimento realizados pela Ancine através do FSA (Prodav 03, 04, 05 e 13), os editais regionais de estados e capitais (seja através de Arranjos Regionais, Coinvestimento Regional ou de investimentos próprios), incluindo aí os editais da primeira Lei Aldir Blanc (2021) e os editais da LPG. Após esse levantamento, montaremos um banco de dados orientado pelas seguintes categorias: 1) Nome do Proponente; 2) Tipo de Proponente (pessoa física ou pessoa jurídica, MEI, ME, EIRELI, associação cultural sem fins lucrativos); 3) Estado; 4) Município; 5) Nome do Projeto; 6) Gênero (Ficção, Documentário, Animação); 7) Formato (Filme de Curta-Metragem, Filme de Longa-Metragem, Telefilme, Minissérie, Série); 8) Valor do investimento. Com esse banco de dados, nosso objetivo é compreender as diferentes estratégias de fomento ao desenvolvimento dos roteiros, através dos editais, comparando valores, formatos e gêneros, e compondo um quadro de referência que, posteriormente, pode servir de guia para a análise da efetividade das políticas de desenvolvimento, avaliando a relação entre desenvolvimento e produção, a constituição de empresas com perfil vocacionado ao roteiro, e as eventuais distorções regionais no investimento em desenvolvimento. Com isso, pretendemos levantar dados empíricos, baseados em evidências, a fim de alimentar o debate público sobre a importância do fomento ao desenvolvimento de roteiros na cadeia produtiva do audiovisual, considerando a sua especificidade, a sua natureza formativa e a complexa relação entre desenvolvimento X produção que, muitas vezes, orienta o debate a avaliações proporcionais rasas. |
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| Bibliografia | MELO, L. A. R. Alinor Azevedo e o cinema carioca. Belo Horizonte, MG: Editora da UFMG, 2022. |