ISBN: 978-65-86495-12-6
| Título | Leona Vingativa: histórias cuir da videoarte |
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| Autor | Beatriz Morgado de Queiroz |
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| Resumo Expandido | Acolhida no elástico abrigo experimental da Tenda Cuir que será erguida em solo amazônico, proponho uma conversa-acontecimento com a artista paraense Leona Vingativa sobre o lugar do vídeo em sua produção artística. Deste modo, buscaremos questionar a historiografia oficial do videoarte no Brasil, a partir de um olhar que incorpore tanto os estudos ampliados sobre audiovisual quanto as estéticas “cuir” e periféricas. O vídeo é a mídia que atravessa a trajetória de Leona como artista e pela qual desenvolveu sua linguagem na arte. Aos 11 anos, a artista inventava mundos em seu quarto com o auxílio de uma simples câmera de celular emprestada e nenhum orçamento. Tratava-se da mini-série "Leona Assassina Vingativa”, publicada no Youtube, em 2009, que viralizou na internet, tornando essa criança “viada”, debochada e preta conhecida além do bairro de Jurunas, na periferia de Belém. Adulta, Leona se tornou uma artista transsexual que atua como cantora e atriz, conhecida pelos por seus inusitados videoclipes, marcados por críticas sociais, deboche e performances espontâneas em espaços públicos. A artista paraense produz imagens que tiram partido da adversidade e da invenção, trabalhando com um repertório decolonial, roteiros autorais e abertos aos acontecimentos, construção e descontrução de personagens e com o convite à participação coletiva (especialmente de outras transsexuais). Embora não se apresente como uma videoartista, sua produção audiovisual serve de dispositivo que nos ajuda a pensar as tecnoimagens a partir de uma perspectiva cuir e decolonial. Fora dos cânones da história oficial e internacional, combina elementos do vídeo à performance, performatividade e política do corpo. Foram poucas as iniciativas no sistema institucional da arte contemporânea que destacaram sua produção, assim como são poucas as análises críticas e acadêmicas sobre sua obra. Afinal, a quem interessam as fronteiras que colocam em mundos separados um videoclipe de Leona que circula na internet, de forma mais popular e acessível, de uma videoarte exposta em uma galeria de arte contemporânea? Propomos uma escuta sensível, afetiva e atenta às construções estéticas que atravessam essas videografias pela voz da própria autora. Vamos levar a sério o deboche de Leona para iluminar suas contribuições para um história desviante da videoarte nos Brasis. CHAMA O TÁXI QUE EU TO INDO PRA JURUNAS AGORA! |
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| Bibliografia | ALVES, Á. A. A liberdade de Vingativa: performance, performatividade e gesto. 146p. Dissertação de Mestrado em Comunicação Social. PPGCOM/UFMG. Belo Horizonte, 2019. |